Antes de mais nada, tente lembrar-se de que esta não é uma reunião social ou uma festa. É um Seder de Pêssach e uma ocasião para você, sua família e amigos se reunirem para comemorar e relatar nossa história como escravos e o miraculoso êxodo do Egito.
Na Cabalá, o você espiritual é o verdadeiro você, portanto é feita uma forte ênfase em desinflar o ser superficial a fim de permitir que o ser mais profundo aflore para brilhar.
A Torá nos adverte a não trazer a oferenda pascal enquanto ainda possuímos chamêts. Isto ensinou um princípio vital aos israelitas em vias de ser libertados e seus descendentes: Não tente manter ideologias mutuamente contraditórias.
Temos o direito, não a obrigação, de desafiar D'us por toda experiência sofrida que passamos. Ao mesmo tempo lembrar que se não houvesse vida não haveria morte. Sem júbilo não haveria sofrimento.
A verdadeira humildade leva a pessoa à verdadeira grandeza.
Por Simon Jacobson
Na Cabalá existe até uma metáfora do “quadrado dentro do círculo” e do “círculo dentro do quadrado”, porque o linear e o circular da existência estão interligados em um todo sem fim.
Durante 3.300 anos, a cada vez que Pêssach chegava, uma nação teimosa estava determinada a reviver a liberdade. Sob os olhos vigilantes da Inquisição, no Arquipélago Gulag de Stalin, até no Gueto de Varsóvia, você podia ouvir a mesma pergunta sendo feita todo ano: “Por que esta noite é diferente de todas as outras?” E a resposta : “Porque nesta noite fomos libertados!”
O mundo inteiro fora de você foi projetado como palco para o mundo dentro de você. E o mundo dentro de você foi projetado para transformar o mundo fora de você. Os dois nasceram num só pensamento do Criador. E assim, os dois estão intimamente ligados.
A parte maior da matsá pode estar ausente da nossa mesa do Seder, mas é o nosso Aficoman; nossa matsá pode estar dividida, mas ainda somos uma matsá. Milhões de judeus podem estar ausentes da mesa do Seder, mas eles jamais serão esquecidos. E o mais importante, não podemos concluir nosso Seder se não trouxermos de volta o pedaço maior da matsá que foi levado da mesa do Seder.
Entrelaçado na magnífica tapeçaria de símbolos, costumes e cerimônias do Sêder de Pêssach está o insuperável tema da liberdade...na realidade, a ausência de escravidão em si não cria uma condição de liberdade...
As pessoas compartilham coisas, idéias, histórias, experiências – tudo que faz parte da aventura de ser uma pessoa. É por isso que fico um tanto descrente assim que as pessoas começam a dizer: "Você sabe o que há de único em nossa fé, que ninguém mais tem?"...
Pêssach é um feriado judaico de origem bíblica com oito dias de duração. Marca o nascimento dos judeus como um povo há mais de 3.300 anos, e também seu surgimento como nação, sob a liderança de Moshê (Moisés), devotada a cumprir a vontade de D'us...
Pêssach está chegando. Logo estarei sentado à mesa do Sêder com a família e amigos, quando surgirá a mesma pergunta de todos os Dias Festivos: "O que estamos celebrando? Por que estamos todos aqui?"...
"E se D’us não tivesse tirado nossos antepassados para fora do Egito, nós, nossos filhos, e os filhos de nossos filhos ainda estaríamos como escravos do faraó no Egito" (Hagadá de Pêssach)
Todo ano, fazemos o Sêder de Pêssach. Todo ano, temos os Quatro Filhos fazendo suas perguntas. Todo ano, o Filho Perverso faz a pergunta amarga no Sêder e recebe uma resposta desagradável. Por que ele não aprende?
A história de Pêssach é bem conhecida: o povo judeu era escravo do Faraó no Egito... Moshê (Moisés) o libertou da servidão para receber a Torá no Monte Sinai... e, após quarenta anos no deserto, entrou na Terra Prometida...
Adaptado de uma carta do Rebe – 11 de Nissan de 5713
Com a aproximação de Pêssach, podemos novamente rememorar aquele grande evento no alvorecer de nossa história. Nosso povo foi libertado do cativeiro egípcio a fim de receber a Torá como homens e mulheres livres...
Entendendo muito bem a psicologia humana (óbvio, pois Ele a criou), D'us jamais deixou a tarefa de tirar o exílio de nossas psiques inteiramente em nossas mãos. Ele construiu determinados estágios no ano que nos tiram de nossas restrições ao tirar nossas restrições para fora de nós.
Costumamos celebrar a inauguração do Tabernáculo a cada ano, através da leitura, em cada um desses doze dias, de versos da Torá, que descrevem as ofertas de Nasi do dia.
Moshê estava cuidando do rebanho de seu sogro. D'us revelou-se a ele numa sarça ardente no Monte Horev (Sinai) e instruiu-o a libertar os Filhos de Israel.
De repente o mar estava diante deles, e os exércitos do faraó estavam fechando o cerco atrás. O Egito estava vivo e o mar, também, parecia alheio ao destino da nação recém-nascida.
Os atos de bondade que fizeram nascer Jerusalém a sustentam até o dia de hoje. Ao contrário de qualquer outra cidade, ela representa um estado de conscientização ao qual todos podemos aspirar.
Minha própria escolha seria a história que os judeus em todo o mundo leram na noite de Pêssach, a história do Livro do Êxodo que conta como nossos ancestrais, há 33 séculos, foram libertados da escravidão e começaram aquilo que Nelson Mandela chamou de "a longa caminhada até a liberdade"...
Toda a história e mistério do Judaísmo começa na Torá com o seguinte episódio: “D’us disse a Avraham: ‘Anda de tua terra e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei. E farei de ti uma grande nação."
A inspiração chega em todos os formatos e tamanhos. Há algumas semanas, durante um farbrenguen no Chabad do Norte de Nevada, Rabi Shlomie Chein que estava nos visitando contou a história de um cocheiro que pensava ter um emprego mundano, sem inspiração...
Por Yanki Tauber, baseado nos ensinamentos do Rebe
O Profeta Yechezkel descreve o faraó (famoso por causa de Pêssach) como "o crocodilo gigante que agachado em seus rios, proclama: ‘Meu rio é meu, e eu fiz a mim mesmo…’
É fácil ser pejorativo sobre o faraó quando se considera o assunto superficialmente. Aqui ele vê uma nação inteira sendo guiada por um pilar de fogo sobre o chão do mar transformado em terra firme, entre duas paredes de água que se comportam como muralhas de pedra – até Indiana Jones teria de pensar duas vezes…
Ao tentar nos equiparar com nossos vizinhos, todos desejamos ter a casa mais limpa e mais impecável para Pêssach. Mas talvez estejamos nos esquecendo de algo mais importante... Devemos nos lembrar que estávamos e ainda nos encontramos no estado de Galut.
A lição que eu espero que você esteja gradualmente assimilando é que quando vítimas estão sofrendo, aqueles que podem ajudá-las têm a obrigação de fazê-lo.
Mas o Sêder é apenas o início. É como se estivéssemos ali… A esta altura, o passado e o presente se juntam num desafio às categorias normais do tempo. O serviço do Sêder não é só recordação, mas principalmente renovação.
Platão escreveu que a virtude é conhecimento, e a ignorância é a fonte do mal. Para os judeus, no entanto, a fonte primária do mal é a perda da memória, não a falta de conhecimento.
Por Rabino Yitzchak Ginsburgh, traduzido por Maurício Klajnberg
Aprendemos que toda aula deve terminar com a afirmação de um relacionamento de boa vontade entre professor e aluno, uma harmonia que é mais profunda quando fundamentada em uma prévia troca de elogios e feedback positivo.
O Seder de Pêssach é uma oportunidade que nos proporciona a energia para acessar a liberdade em nossa vida coletiva e pessoal. Consiste de um intenso programa com quinze etapas, um projeto rumo à libertação psicológica, emocional e espiritual.
embora os egípcios estivessem apenas cumprindo a Vontade Divina a fim de que os judeus tivessem que suportar exílio e servidão, mesmo assim, a razão pela qual foram punidos é que cada indivíduo egípcio foi culpado de sua opressão pessoal aos judeus.
As três matsot, os seis símbolos e a própria travessa do sêder somam 10 elementos no total e representam as 10 sefirot (níveis cabalísticos), através das quais a luz Divina será revelada no mundo.
D'us sempre se orgulha das virtudes do povo judeu e o louva, e o povo, por sua vez, sempre louvou a grandeza de D'us. Rabi Levi Yitschac de Berdishev dá um exemplo disto através da forma distinta como D'us e seu povo referem-se à festa de Pêssach.
Adaptado de uma carta do Rebe – 11 de Nissan de 5713
Pêssach, assim, é um processo contínuo de auto-libertação. A festa e suas práticas são símbolos de um conflito constantemente renovado num judeu: criar a liberdade de viver seu potencial espiritual.
Com certeza, D'us está nos eventos que, aparentemente para desafiar a natureza, chamamos de milagres. Mas Ele também está na própria natureza. A ciência não desaloja D'us, mas O revela, de maneiras ainda mais intrincadas e maravilhosas, o projeto da própria natureza.