O mundo assistiu, maravilhado, ao início da campanha milagrosa de Israel contra a ameaça iraniana. Em poucas horas, a liderança militar e os cientistas nucleares do Irã foram eliminados, e muitos de seus mísseis e lançadores foram dizimados.

O Mossad espionou por anos. As Forças de Defesa de Israel (IDF) e a Força Aérea Israelense (IAF) treinaram por meses. O preparo prévio é inimaginável. E a alternativa também.

Onde estaríamos se esta operação não tivesse ocorrido? Se o Irã ainda estivesse avançando a toda velocidade em direção ao armamento nuclear? Se estivessem produzindo mísseis balísticos aos milhares? Por mais difícil que seja a situação agora, e graças a D’us por Seus constantes milagres, sem esta operação, estaríamos em sério perigo.

Não posso deixar de traçar um paralelo com outra operação, sobre a qual lemos na porção da Torá desta semana: Espiões, vitória, conquista.

Quem: os 12 espiões que Moshe enviou. Sua tarefa: Explorar a Terra Santa. Avaliar as fraquezas dos cananeus e determinar o melhor caminho para a vitória.

Só que, nessa operação, o resultado não foi tão deslumbrante. Os espiões voltaram com relatórios negativos: “Não podemos fazer isso. Missão impossível.”

As consequências? Uma tragédia. Quarenta anos no deserto. A perda de toda uma geração.

Se não fosse por esse erro, dizem, o povo judeu teria marchado para a Terra de Israel rumo a Redenção Final. Milhares de anos de trevas, exílio, provações e tribulações ao longo da nossa história jamais teriam acontecido.

Mas os espiões cometeram um erro fatal. Em sua missão de explorar a terra, eles tinham uma pergunta básica: Como? Como devemos conquistar? Qual é a melhor maneira? Mas, em vez disso, perguntaram se. É possível? Podemos realmente ter sucesso? E esse foi o fracasso deles.

Mas a história dos Espiões é mais do que apenas história. A Torá nos conta a história para ensinar a cada um de nós uma lição que permanece aplicável em nossos dias.

A cada pessoa é dada uma missão, designada pelo Altíssimo. Como descobrimos nossa missão? Buscamos pistas em nossa origem e história, nossos talentos e interesses e, é claro, nas necessidades que descobrimos no mundo. Cabe a nós descobrir o como, nunca o se…

D’us Todo-Poderoso não espera nada sem nos fornecer as ferramentas necessárias para o sucesso.

A missão é oportuna e crucial. O mundo depende de você para cumprir sua parte: estamos marchando rumo à Gueulá, a Redenção Final, um tempo em que a paz finalmente reinará, e você está na linha de frente.