Certa vez Rabi Levi Yitschak de Berditchev notou um homem que andava freneticamente no mercado. Perguntou-lhe: “Desculpe-me, mas o que você está fazendo?”
O homem continuou movendo-se apressadamente , enquanto respondia: “Sinto muito, Rabi, mas estou muito ocupado e não tenho tempo para conversar com o senhor agora.”
O mestre acompanhou-o no mesmo passo, insistindo na pergunta: “Por favor, diga-me o que é que você está fazendo?”
O homem respondeu rudemente: “Não pode ver? Estou tentando ganhar meu sustento; isto é o que estou fazendo!”
Rabi Levi Yitschak falou calmamente: “Não, meu amigo. Isto é o que D’us está fazendo. O que quer que seja que você eventualmente receba em ganhos, já lhe foi pré-designado, e seus atos frenéticos não afetarão este fato. Seu sustento é o que D’us está fazendo por você. O que D’us não está fazendo por você, e o que é sua obrigação fazer, é o estudo de Torá, as preces e o cumprimento das mitsvot. Esta é a razão da minha pergunta, ´O que é que você está fazendo?´”
Reflexão Importante essa que o Rabino nos Proporciona! Acredito que, a exemplo do personagem da história, não sejamos capazes de refletir claramente quando os assuntos materiais se tornam a única preocupação de nossas mentes. Penso que o mundo vive uma fase parecida com o relato fictício. As pessoas tem demonstrado pouca preocupação com questões éticas. No meu ponto de vista, como leigo (pois não sou filósofo), acredito que os líderes precisam nos ajudar a encontrar uma saída para a atual situação, porque a maneira como os adultos estão lidando com os jovens poderá trazer consequências para a próxima geração adulta. Lembro-me de um tempo, quando criança, em que ia para a casa de meus avós maternos durante as férias escolares. Meu avô, homem simples do campo, à medida que encontrava alguém pela estrada, fazia um movimento sutil de retirar o chapéu, em sinal de respeito. Será que nos tornamos mais egocêntricos? As pequenas demonstrações de respeito, o bom dia, a boa tarde, quase já não são observados entre as pessoas.