Pergunta:
Li em algum lugar que existe o costume de comer a cabeça de um peixe na noite de Rosh Hashaná, simbolizando que no ano que se inicia “devemos ser a cabeça e não a cauda”. O que isso realmente significa? Não consigo entender nada... (Desculpe.)
Resposta:
Hoje enfrentamos uma crise de liderança. Em quase todas as áreas da vida — familiar, comunitária, global e pessoal — existe um vazio gritante no topo. Em vez de liderar com visão e propósito, os líderes de hoje muitas vezes não passam de seguidores.
Vemos governos e líderes comunitários que não estão criando políticas baseadas em valores profundamente enraizados e verdades comprovadas pelo tempo, mas sim moldando suas plataformas seguindo a opinião popular e adotando quaisquer pautas que estejam na moda no momento.É por isso que estamos tão confusos hoje. O que deveria ser a cabeça não passa de uma cauda...
Muitos pais não estão dando aos seus filhos instruções e orientações claras, mas sim seguindo os sinais dos próprios filhos e cedendo a todos os seus desejos.
Muitas vezes, as pessoas não vivem vidas guiadas por crenças fundamentais e ideais elevados, mas sim seguem seus instintos e, em seguida, desenvolvem justificativas complexas para viver uma vida de autogratificação.
É por isso que estamos tão confusos hoje em dia. O que deveria ser a cabeça não passa de uma cauda. Em vez de os ideais moldarem a realidade, acontece o contrário: seja qual for a minha realidade, moldarei os meus ideais para se adequarem a ela.
A razão para esta crise no mundo moderno é clara. Muitos de nós nos esquecemos de D’us. Perdemos nossa Cabeça, nossa fonte de verdade absoluta. Uma vez que a autoridade suprema é enfraquecida, toda autoridade também é enfraquecida.
Mas podemos reverter essa situação. Podemos nos reconectar com nossa Cabeça, a verdadeira Autoridade Superior. Só então poderemos ter cabeças que não sejam caudas.
Os pais devem ter uma visão clara de como desejam que sua família seja, baseada em valores eternos que sejam tão válidos hoje quanto eram para nossos avós. E então, com amor e sensibilidade, juntamente com firmeza e disciplina, os pais devem guiar seus filhos para que vivam de acordo com esse padrão. Os líderes precisam ter uma visão moral que seja imune à influência míope do pensamento da massa e, com pragmatismo e determinação, inspirar seus eleitores a compartilhar dessa visão.
Como indivíduos, devemos abraçar ideais que transcendam nosso próprio egoísmo, um propósito maior que venha de um lugar além do nosso ego, para que possamos controlar nossos impulsos mais baixos e viver uma vida com significado e realizações profundas.
Assim, com a chegada de um novo ano, oramos para que sejamos a cabeça e não a cauda. Precisamos disso para o nosso mundo, para as nossas famílias e para nós mesmos.

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