Na Hagadá, dizemos: “Mesmo se formos todos sábios, homens de entendimento, e todos conhecermos a Torá, para nós é uma mitsvá contar (Lisaper) o Êxodo do Egito.”

Lisaper, traduzido como “contar” também significa “brilhar”. O Seder de Pêssach não deve ser apenas uma recordação da história passada, mas um tempo para cada um de nós reviver a experiência a ponto de ficarmos brilhando com a luz da redenção.

Por este motivo, o Seder é uma experiência interativa, começando quando uma criança faz as quatro perguntas. Pois a intenção não é meramente explicar e dizer o quanto a noite é especial; a noite inteira é sobre reviver o Êxodo e não podemos reviver uma experiência a menos que estejamos envolvidos. Portanto as perguntas são feitas e ainda são empregadas técnicas para atrair o interesse da criança.

Assim como tentamos motivar nossos filhos a vivenciar a redenção, D’us faz o mesmo pelos Seus filhos, o povo judeu como um todo. Pois cada judeu é como se fosse o filho único de D’us e em Pêssach, Ele faz tudo para permitir que nos libertemos das influências que nos confinam e restringem.

No decorrer da história de nossa nação, o mês de Nissan se destaca como um tempo de milagres. Neste mês, nosso povo foi libertado da escravidão egípcia e o Mar Vermelho se abriu. Uma geração depois, foi neste mês que as muralhas de Jericó desabaram milagrosamente perante Joshua e séculos depois, foi neste mês que D’us infligiu derrota aos exércitos assírios, eliminando as hordas de Sanecherib em uma noite. Da mesma forma, em épocas subsequentes, este mês tem se destacado como aquele em que D’us salvou nosso povo através de meios que transcendem a ordem natural, controlando seu futuro numa maneira que Sua misericórdia e poder sejam proeminentes.

Que possamos celebrar, ainda este ano, Pêssach em Jerusalém com Mashiach. Um feliz pessach para todos!