Um mês depois de deixar o Egito, o Povo de Israel havia utilizado toda a massa que havia levado. Estavam agora no deserto, onde não crescia vegetação alguma. Como poderiam obter comida?
Desta vez todos os judeus, não apenas os erev rav, protestaram. "Nos trouxeste ao deserto para morrer de fome?" queixaram-se a Moshê e Aharon. "Dá-nos pão e carne!"

D’us anunciou a Bnei Israel: "Dar-lhes-Ei pão e carne. Posso alimentar toda uma nação no deserto. Estais certos em pedir pão, pois estais famintos, mas não devereis pedir carne, pois poderiam ter sacrificado alguns dos animais que tendes. Não obstante, dar-lhes-Ei carne também. Mas para demonstrar que estou aborrecido, recebereis a carne à tarde, quando já não tereis muito tempo de prepará-la para a ceia."

No dia seguinte, quando os judeus despertaram, o deserto estava coberto de grãos brancos e brilhantes. Haviam caido do céu durante a noite.

"Que é isso?" perguntaram os judeus com assombro.

"É a comida que D’us nos envia" explicou Moshê. De agora em diante, serão encontradas sobre o solo todas as manhãs.

O Povo de Israel chamou o novo alimento de man, maná. Ao comê-la, viram que era doce e deliciosa.

D’us ordenou a cada pai que todos os dias recolhesse um omer (pouco mais de dois quilos) por cada membro da família. A maioria dos pais não pegava a medida exata. Alguns recolhiam um pouco mais de um omer por pessoa, outros menos. Mas, quando chegavam em casa e o pesavam, sempre havia exatamente um omer para cada membro da família. Se haviam recolhido a menos, o maná aumentava; se fosse demais, o maná diminuía.

Após comer o maná, Moshê ensinou os judeus a recitar o bircat hamazon (bênção de agradecimento pelo pão) até as palavras hazan et hakol.

Todas as manhãs, quando o Povo de Israel despertava, o café da manhã estava pronto para ser recolhido e degustado. Os tsadikim (justos) encontravam suas refeições à entrada das tendas. D’us lhes facilitava a comida para que não perdessem tempo do estudo de Torá e no cumprimento das mitsvot. Aqueles que não eram tsadikim tinham que andar um pouco mais para recolher o maná. Os reshaim (malvados) tinham que andar bastante.

Que gosto tinha o maná?

Era doce e delicioso. Podia ter qualquer sabor que se desejasse. Bastava que a criança dissesse: "Queria que meu maná fosse mel", e este tinha gosto de mel.

Qual a quantidade de maná que chovia todas as manhãs? O suficiente para alimentar os judeus por dois mil anos! Logo, os judeus estavam usando apenas a mínima parte do maná que caía. A maior parte ficava no chão e se derretia sob o sol. Por que D’us permitia tamanho desperdício? É porque Ele queria mostrar Seu grande poder: Podia fornecer muito mais do que somos capazes de consumir.