Quando os judeus olharam para trás, viram que o exército do faraó os perseguia muito de perto, e estava a ponto de alcançá-lo. Ficaram apavorados. "O faraó nos levará de volta ao Egito para converter-nos novamente em escravos," gritaram em pânico. "Ou farão isso, ou nos matarão."

Começaram a fazer tefilá (orar) e a clamar por D’us, rogando que os salvasse. Alguns judeus que eram malvados queixaram-se a Moshê: "Por que nos tiraste do Egito? Agora o faraó nos destruirá!"

Uma parábola: A ave de rapina e a pombinha

Uma pombinha era perseguida por uma enorme e ameaçadora ave de rapina. A avezinha sabia que fugir não adiantaria de nada, pois não podia voar tão rápido como a ave de rapina. Tampouco podia lutar, pois era muito mais fraca. Logo a ave de rapina alcançaria a pombinha e a destroçaria.
Voando, a avezinha procurava desesperadamente um lugar onde esconder-se. Logo descobriu uma rocha num campo que estava sobrevoando. Sobre a rocha, viu um espinheiro. Era perfeito! A pombinha podia refugiar-se ali, onde a ave de rapina não poderia segui-la. Entrou no espinheiro e s encontrou numa pequena cova na rocha. O que seria isso no fundo da cova? Para seu espanto, a pomba escutou um sibilar ameaçador. Uma serpente venenosa se aproximava, a língua em riste, a ponto de atacar. A cova era seu ninho. O que poderia fazer a pombinha? Se se adiantasse, a cobra a devoraria. Se retrocedesse, a ave de rapina a mataria. A pombinha começou a bater as asas, tentando atrair a atenção do dono do campo. Se pudesse escutá-la, espantaria a ave e mataria a serpente.

De maneira similar, o Povo de Israel estava encurralado. À sua frente, abriam-se as vastas profundezas do Yam Suf (Mar Vermelho). Se seguissem adiante, se afogariam. Mas não podiam deter-se, pois às costas tinham o exército do faraó, pronto a matá-los. Que fazer?
Clamaram a D’us.

No céu, Avraham, Yitschac e Yaacov também despertaram e oraram a D’us. "Por favor, D’us, ajuda nosso povo!"

D’us disse: "estava esperando que os judeus orassem a Mim. Agora vou salvá-los. D’us disse a Moshê: "Aceitei sua tefilá ( oração), não precisas mais orar. Ordena a Bnei Israel que siga adiante, pois Hei de salvá-los.

Os judeus continuavam avançando. O exército egípcio os seguia. D’us, porém, fez com que os egípcios não alcançassem os judeus. Os egípcios trataram de atacar disparando flechas contra os judeus pela retaguarda, mas D’us mudou a posição da nuvem que ia à frente de Bnei Israel, deslocando-a para trás. A nuvem atalhou todas as flechas dos egípcios, de modo que nenhum judeu ficou ferido.

Uma parábola:

O pai cuida do seu filho

Um pai levava seu filho a um local que só podia ser alcançado cruzando-se um bosque escuro e solitário.

"Não te preocupes" o pai tranquilizou o filho. "Cuidarei para que nada aconteça."

Começou a aterradora viagem. Logo um grito estranho rompeu a quietude do bosque. Um bandido armado com um facão pulou em frente aos viajantes, seguido por seu bando. Logo, o pai escondeu o filho atrás de si, apontou o revólver para a cabeça do líder e disparou, fazendo o mesmo com outro bandido.

O resto da quadrilha fez meia volta e desapareceu a toda velocidade.

O filho suspirou aliviado, mas a viagem não continuou sendo nada agradável. Um lobo apareceu por trás deles, rugindo ameaçadoramente. O pai pôs o filho diante de si, e disparou contra o lobo.
Pouco depois, animais selvagens atacaram de todas as direções, mas o pai dominou a situação. Tomou o filho nos braços e não o soltou nem por um instante, enquanto o protegia.

Logo chegaram a uma clareira, e o sol começou a castigá-los. O pai estendeu um manto sobre o menino para protegê-lo do sol. Quando o menino tinha fome, o pai o alimentava; quando tinha sede, dava-lhe de beber.

Assim como o pai protegeu o filho de todos os perigos, D’us protegeu os judeus na sua travessia pelo deserto, guiados por Moshê. Quando o faraó e seu exército atacaram Bnei Israel, D’us enviou Sua nuvem, que geralmente viajava na frente, para que os protegesse também atrás.