Por Yaakov Lieder
Nosso estômago, de certa forma, é mais inteligente que nosso cérebro. Se alimentarmos o estômago com comida estragada ele não a digerirá, mas a mandará de volta pelo mesmo caminho, não permitindo que entre em nossa corrente sangüínea. O cérebro, no entanto, não é tão inteligente; aceitará e processará todo e qualquer pensamento que ali entrar, não importa se é bom ou mau para nós.


Sendo assim, precisamos empregar algumas técnicas conscientes para nos ajudar a diferenciar entre pensamentos que são bons e benéficos à nossa saúde mental e espiritual, e aqueles que são venenosos e destrutivos.



Um dos erros mais comuns que cometemos como seres humanos é presumirmos que nossos pensamentos e nós mesmos são uma coisa só; que somos aquilo que pensamos. Cada sentimento que temos é primeiro criado por nossos pensamentos. Na verdade, porém, os pensamentos são apenas as "roupas" da nossa mente, que podemos vestir ou descartar a qualquer hora.



Toda sensação que temos é criada primeiro pelos nossos pensamentos. Alguns desses pensamentos estão bem escondidos em nosso subconsciente. Alguns estão lá desde a infância. Às vezes vamos a um determinado lugar ou encontramos uma certa pessoa e sensações de ódio ou amor, felicidade ou tristeza são desencadeados dos nossos pensamentos subconsciente sem que saibamos os motivos para isso. Em algumas situações mais complexas, o aconselhamento pode ser necessário para nos permitir desenterrar aquele pensamento oculto, identificá-lo e nos livrarmos dele.



Na maioria dos casos, porém, um simples exercício consciente pode nos ajudar a distinguir entre pensamentos que nos ajudam e aqueles que nos prejudicam. 



Quando um pensamento entra em sua mente, antes de "engolir" e começar a "digeri-lo", deixe-o ali e examine-o por um instante. Pergunte a si mesmo:



O que este pensamento está tentando me transmitir? Ele encerra uma mensagem positiva ou uma negativa? É uma idéia para me encorajar ou desanimar? Como este pensamento me faz sentir – feliz ou triste? Satisfeito ou invejoso? Amoroso ou com ódio? Compassivo ou furioso?



Quando um pensamento entrar na sua mente, pense. Está na hora de tomar uma decisão consciente: Eu quero processar e desenvolver esta mensagem, ou devo simplesmente rejeitá-la, deletando-a?



Pratique regularmente estas etapas, e seu cérebro terminará ficando tão inteligente quanto seu estômago, atirando fora qualquer pensamento prejudicial.