Avraham morreu quando já era um ancião que tinha tudo o que podia desejar. Viu, inclusive, seu filho Yishmael fazer teshuvá antes de morrer.

Yitschac e Yishmael sepultaram-no na Gruta de Machpelá, ao lado de Sara.

D'us recompensou Yishmael, por ter vindo do deserto, especialmente para prestar as últimas honras em respeito a seu pai. Em retribuição, D'us honrou-o, enumerando a progênie de Yishmael, nos últimos versículos desta parashá.

Os Louvores à Avraham

Quando Avraham faleceu, todos os grandes povos dentre as nações enlutaram-se. "Ai do mundo, que perdeu seu líder, e ai do navio que perdeu seu capitão!"

Durante sua vida Avraham rezara por mulheres estéreis, e estas engravidaram; pelos doentes, e ficaram curados. Até navios navegando no longínquo oceano foram salvos, pelo mérito de Avraham.

Apesar de o mundo inteiro negar a existência de D'us, conseguiu ser o único em sua crença, e afirmar a Onipotência de D'us. Por causa disso foi chamado de Avraham "Ha'ivri" (o hebreu), significando o homem que permanece de um lado (ever = lado), enquanto o mundo inteiro une forças contra ele.

Quando Avraham morreu, D'us louvou-o da seguinte maneira: "Avraham era um tsadic tão grande que, se não fosse por ele, Eu não teria criado o Céu e a Terra."

Por dois mil anos após a Criação do Mundo, D'us estava aborrecido com as pessoas que adoravam ídolos. Quando Avraham nasceu, D'us se alegrou, pois Avraham ensinou a dezenas de milhares de pessoas a servirem-No.

Avraham sabia como curar doentes com diversos tipos de remédios (segulot). Acima de tudo, curava aqueles cuja "mente estava doente," os que não acreditavam em D'us. Ele os ensinava a acreditar no Criador.

Avraham foi posto à prova por D'us dez vezes e superou todas elas.

Compreendeu e seguiu a Torá muito antes da Outorga da Torá, ensinando-a a seus filhos.

Não houve um dia sequer, em toda a sua vida, em que não realizou um ato de santificação do Nome Divino (Kidush Hashem).