Rivca correu para casa para contar à mãe sobre o homem desconhecido da família de Avraham que precisava de um lugar para dormir e que havia lhe dado esses presentes.

Rivca tinha um irmão maldoso, Lavan (Labão). Quando viu a irmã usando um aro de ouro e pulseiras, pensou: "Se esse homem deu presentes tão valiosos para Rivca em troca de um pouco d'água, o que não me daria se o convidasse a entrar."

Lavan correu até Eliêzer e disse: "Bem-vindo à nossa casa! Temos lugar suficiente para ti. Também tirei os ídolos da casa!"

Lavan sabia que nenhum membro da casa de Avraham entraria em um local onde houvesse imagens de ídolos.

A família de Lavan serviu a Eliêzer uma refeição. Mas quando ele sentou-se à mesa, não começou a comer de imediato. Disse:

"Primeiro, quero explicar porque estou aqui.

"Meu senhor, Avraham, é muito rico. Tem um filho excelente, Yitschac. Qualquer moça de Canaã se sentiria feliz em casar-se com ele. Mas meu senhor deseja que se case somente com uma moça de sua própria família. Por isso me enviou aqui."

Eliêzer contou-lhes como conheceu Rivca perto do poço e terminou perguntando: "Concordam em dar Rivca como esposa para Yitschac?"

"Estamos de acordo, porque vemos que D'us fez tudo isto acontecer," respondeu Lavan, irmão de Rivca.

O pai de Lavan, Betuel, também estava presente. Betuel deveria ter respondido antes. Porém Lavan não honrava seu pai, e por isso respondeu antes dele.

Betuel era um homem mau. Pôs diante de Eliêzer um prato de comida envenenada. Queria que Eliêzer morresse para ficar com o ouro e objetos preciosos que este trouxera.

Mas enquanto Eliêzer falava, um anjo trocou as porções de Eliêzer e Betuel, e assim, este comeu a comida envenenada. Betuel morreu nesta mesma noite.

Eliêzer leva Rivca para Yitschac

Na manhã seguinte, ambos, Lavan e sua mãe, disseram a Eliêzer: "Queremos que Rivca fique em nossa casa mais um ano antes de partir."

Mas Eliêzer respondeu: "Não, quero que ela venha comigo agora mesmo!"

Perguntaram, então para Rivca: "Queres ir com este homem?"

"Sim, quero ir," respondeu. Estava feliz em deixar o irmão malvado e a casa repleta de ídolos e casar-se com o tsadic Yitschac.

Quando Rivca e Eliêzer chegaram às vizinhanças de Avraham em Canaã, Yitschac estava justamente voltando da reza de Minchá. Ele sempre rezava num certo campo onde havia silêncio e podia concentrar-se.

Nossos patriarcas instituíram as três preces diárias:

• Avraham - a oração matutina, Shacharit

• Yitschac - a oração da tarde, Minchá

• Yaacov - a oração noturna, Arvit

Rivca ergueu os olhos e viu um homem que parecia um tsadic. Havia um anjo sobre ele que o protegia.

Rivca desceu do camelo e cobriu seu rosto recatadamente com um véu.

"Quem é este homem?" - perguntou a Eliêzer.

"É meu senhor, Yitschac" - respondeu Eliêzer.

Eliêzer relatou a Avraham e Yitschac como D'us o ajudara a encontrar uma esposa para Yitschac.

Yitschac levou Rivca para a tenda de Sara. Percebeu, então, que ela era uma mulher justa, como fora sua mãe Sara. Pois, novamente, a luz ardia da véspera de um Shabat até o seguinte, a massa era abençoada de modo que sempre havia o suficiente, e a nuvem de D'us pairava sobre a tenda, tal como acontecia durante a vida de Sara.

Yitschac estava feliz por ter encontrado uma esposa digna.

O Midrash explica: Por que Sara mereceu esses milagres

Sara era meticulosa na observância das três mitsvot dadas especificamente às mulheres: acender as velas do Shabat, separar a chalá da massa, e cumprir as leis relacionadas à pureza familiar. Em troca, D'us a recompensou com três bênçãos:

• Por ser cuidadosa em tirar a chalá, sua massa foi abençoada.

• Como recompensa por cumprir a mitsvá de acendimento das velas, suas luzes ardiam da véspera de um Shabat até o próximo.

• Por seguir as leis de Taharat Hamishpachá, Pureza Familiar, a nuvem da Shechiná pairava sobre sua tenda, pois o estado de pureza atrai a Presença Divina.

Todos os três sinais reapareceram para Rivca porque ela cumpria essas mitsvot com a mesma dedicação de Sara.