A sucá comemora as Nuvens da Glória que protegeram nossos ancestrais no Deserto do Sinai, nuvens que os acompanharam desde que deixaram o Egito em Pessach, durante a primavera. No entanto, a Torá nos ordena especificamente que nos sentemos na sucá durante o “sétimo mês”, no início do outono em Israel. Há várias razões para a época desta festa:

  1. Depois de encher os celeiros com todos os produtos colhidos no final do verão, uma pessoa pode se sentir confiante em sua situação financeira e esquecer o Criador que lhe proveu toda essa riqueza material. Por isso, nos sentamos na sucá e contemplamos nossa jornada pelo deserto, um tempo em que não tínhamos nada, nem campos, pomares ou vinhedos,e somente D’us supria todas as nossas necessidades.
  2. Se nos sentássemos em cabanas na primavera — a estação em que de fato saímos do Egito — as pessoas concluiriam erroneamente que estamos nos mudando para o exterior para aproveitar o clima agradável. Portanto, permanecemos na sucá durante a estação fria e chuvosa, para que fique evidente que cumprimos a mitsvá simplesmente por ser uma ordem Divina.
  3. De acordo com diferentes interpretações do versículo que nos ordena a sentar na sucá, ela remete às próprias tendas que os judeus construíram e nas quais viveram durante sua peregrinação no deserto. Como mencionado anteriormente, os judeus deixaram o Egito no início da primavera. Nos meses seguintes, o clima foi agradável e não exigiu a construção de abrigos. Somente com a aproximação do outono, e já pensando no inverno, o povo judeu ergueu suas sucás.
  4. De acordo com os ensinamentos do Chassidismo, a festa de Sucot está diretamente ligada a Yom Kipur, que a precede em cinco dias.