A lua cheia do mês de Av está associada aos relacionamentos. Nesse dia, “as filhas de Jerusalém saíam... e dançavam nas vinhas”, e “quem não tinha esposa ia até lá” para encontrar uma noiva (Talmud, Taanit 26b).
Mas por que isso acontece, por que esse dia está associado à busca por uma alma gêmea?
O judaísmo ensina que cada pessoa tem um “bashert” – a outra metade de sua alma, a quem procura para se casar. Quarenta dias antes do nascimento de uma pessoa, uma voz celestial anuncia seu “beshert”. O dia 15 de Av é quarenta dias antes do dia 25 de Elul, que é o primeiro dia da Criação. É por isso que a lua cheia de Av celebra os relacionamentos (B’nei Yissachar).
A lua nos ensina três lições fundamentais sobre relacionamentos bem-sucedidos:
- A lua sabe ser humilde e até invisível. Ela não é consumida pelo próprio ego. Essa é a primeira lição sobre relacionamentos: Seja humilde, seja forte o suficiente para saber quando ceder.
- Mesmo quando brilha, a lua sabe que sua luz não é sua. Seu poder vem de outro lugar; sua força reside em refletir e canalizar a luz de um plano superior.
- A lua ilumina a escuridão. Ela não tenta erradicar a noite, mas sim iluminar a escuridão. O luar não nega nem erradica a fraqueza, a dificuldade e a dor; ele as reconhece e, apesar da dor, continua a brilhar. Um relacionamento saudável não se resume à perfeição; trata-se de reconhecer com sensibilidade e saber lidar com nossas fraquezas, até mesmo com nossos lados mais sombrios, e iluminá-las.
Você só pode amar verdadeiramente quando não está consumido por si mesmo. Quando você está cheio de si, com sua própria luz, pode alcançar muitas coisas boas, mas não o amor. Torne-se uma lua, um receptáculo, e você poderá acolher e amar o outro. A lua cheia significa estar cheio de outro. Seu sentimento de carência e incompletude permite que você se torne uma pessoa mais completa.
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