Há uma questão intrigante que ainda permanece: os israelitas foram ordenados a prepararem a ovelha e abatê-la quatro dias depois, no dia catorze. Por que o intervalo de quatro dias? E o mais preocupante: por que prolongar o risco para as vidas dos judeus?

Mas este é exatamente o ponto. Pois se o processo era instantâneo, seus efeitos não seriam duradouros. Se eles tivessem de sacrificar a si próprios ainda enquanto “sob a influência” da impressionante exibição da força de D'us, eles acordariam de ressaca e com dor.

Jamais devemos confundir inspiração com transformação. A primeira vem facilmente, a segunda não. Como diz o ditado: “Tudo que vem fácil, vai fácil.”

Jamais devemos confundir inspiração com transformação.

Então, era no melhor interesse dos judeus, o que seria importante para D'us, que eles tivessem tempo extra para refletir sobre as coisas. Este tempo lhes permitiu olhar para a ovelha atada às suas camas com olhos sóbrios. Apenas imagine: pela manhã, quando eles acordavam e à noite antes de se retirar, e provavelmente muitas vezes neste intervalo, eles eram forçados a olhar para sua ex-deidade – e então olhar para si mesmos nos olhos e perguntar se estavam ou não prontos para fazer a grande transição que tinham planejado.

Que montanha russa emocional eles devem ter passado – forçados num aposento com seu passado escuro mas tentador, tornado pior pelo banimento de seu deus antigo. Porém isso facilitou o verdadeiro encerramento.

Que ensinamento podemos extrair disso

Sem planejamento não há plano.

Quando você se avalia contra as suas resoluções, não está limitando seu crescimento e contribuições – está aumentando-as. Até o ouro pode ser pesado demais para carregar se não for fracionado.

O salto de fé é muito importante, mas não sem um local de pouso; a diferença entre skydiving e suicídio é um paraquedas. Isso não é sobre diminuir o salto; é sobre sublinhar o antes e o depois. A inspiração, quando interiorizada e aperfeiçoada, se torna a base da transformação.