O Faraó, o rei egípcio que vivia nessa época, era um homem malvado. Decidiu ser cruel com o povo judeu. Resolveu "esquecer" que um judeu, Yossef, havia certa vez salvado todo o Egito da morte por inanição, quando juntou o cereal necessário para alimentar todo o povo egípcio, e havia governado o país por oitenta anos.

O faraó disse aos conselheiros: "Devemos criar um plano para evitar que as judias tenham tantos filhos! Se as famílias continuarem crescendo da forma que estão fazendo agora, logo haverá mais judeus que egípcios, e os judeus poderão aliar-se a nossos inimigos e assumir o controle do país!"
O faraó e os ministros urdiram um terrível plano: transformariam os judeus em escravos que trabalhariam para eles noite e dia. Separariam os pais das famílias e os deixariam tão fracos que poucas crianças nasceriam.

Mas como o faraó faria para converter os judeus em escravos? Ele e os conselheiros tiveram uma idéia maligna.

Proclamaram o seguinte anúncio: "O faraó precisa construir novos edifícios para armazenamento de cereal. Necessita de grande número de trabalhadores para as obras. Espera que todos os cidadãos responsáveis se unam para ajudar! Todos os trabalhadores serão pagos."

Os egípcios disseram ao povo de Israel: "O que vocês, judeus, estão fazendo para ajudar nosso país? Também devem ajudar!"

Assim, os judeus começaram a trabalhar na construção de novos armazéns para o faraó.
Para estimular as pessoas a trabalharem, o próprio faraó se apresentou na obra no primeiro dia, pá na mão. Logo correu a notícia de que até o rei havia pessoalmente ajudado nas tarefas da construção. Animadas, mais e mais pessoas se apresentaram, entre essas todos os homens judeus, com exceção daqueles da tribo de Levi.

Os homens do faraó foram aos homens da tribo de Levi e perguntaram: "Não nos ajudarão na construção?" Mas eles se negaram. Responderam: "Somos os rabinos do povo judeu. Devemos estudar e ensiná-los. Não temos tempo para nenhum outro trabalho."

Quando os homens do faraó escutaram isso, não mais incomodaram os homens da tribo de Levi.
A princípio, o faraó pagava aos trabalhadores judeus. Ao cabo de certo tempo, porém, deixou de fazê-lo. Quando os judeus protestaram, os supervisores disseram: "O rei ordena que todos os judeus continuem construindo, mesmo sem salário!" Alguns judeus não se apresentaram mais para trabalhar, mas os supervisores conheciam o nome e endereço de cada um deles. Os policiais egípcios eram informados sobre todo judeu que faltava ao trabalho, e este era levado à força.
Os supervisores egípcios eram exploradores cruéis e desalmados. Obrigaram todos os judeus a trabalhar rapidamente e sem descanso. Se um judeu demorava porque estava cansado, era açoitado com um chicote e obrigado a trabalhar ainda mais rápido.

O faraó também designou policiais entre os judeus, cujo trabalho era conseguir que os judeus trabalhassem ao máximo de sua capacidade. Os policiais judeus tinham ordens de açoitar todo judeu que fosse lento no trabalho, mas se negaram a castigar seus irmãos judeus. Quando os supervisores egípcios viram que a polícia judaica se apiedava dos demais judeus e permitia-lhes fazer o trabalho mais lentamente, começaram então a açoitar os policiais judeus. Porém, estes judeus preferiam o chicote a golpear seus irmãos judeus.

Mais tarde, D’us premiou estes heróicos policiais judeus. Chamou-os zekenim, anciãos do povo judaico.

O Faraó dá Permissão aos Egípcios para Empregar Judeus como Escravos

O faraó esperava escutar a notícia de que o Povo de Israel tinha cada vez menor número de filhos. Mas para sua desilusão, foi informado que o número de filhos era cada vez maior!

"Os judeus não trabalham com empenho suficiente!" concluiu o faraó. "Aí é que está o problema."
Por isso, o faraó fez um novo anúncio. "Todo egípcio pode levar os judeus que quiser, a fim de que trabalhem na sua casa ou na lavoura."

Os egípcios ficaram muito satisfeitos com essa nova ordem, pois agora podiam ter todos os escravos que quisessem para fazer seu trabalho.

Um egípcio podia simplesmente dizer a um judeu: "Preciso de alguém para tirar as pedras do meu jardim", ou "necessito plantar meu jardim, venha comigo!" e o pobre e exausto judeu deveria trabalhar para o egípcio à noite, quando terminasse o trabalho para o faraó.

Porém, a esperança do faraó de que cada vez houvessem menos filhos para os judeus não se cumpriu. As famílias judias continuaram crescendo. De tal modo cresceram que o faraó aprovou um novo decreto. A princípio, os homens do faraó forneciam aos judeus os tijolos para a construção.
Agora o faraó queria que os judeus fabricassem seus próprios tijolos. Deviam reunir o material para fabricar os tijolos, exceto a palha, que seria fornecida pelo faraó. Esta nova exigência tornou o trabalho dos pobres escravos judeus muito mais difícil.

Mas os planos do faraó não tinham êxito. As famílias judias se multiplicavam cada vez mais.
Quando o faraó se deu conta disso, urdiu um plano novo e terrível. De agora em diante, tomaria os cuidados para que todos os varões judeus recém-nascidos fossem assassinados secretamente!