Quando Yehudá ouviu o governante egípcio dizer: "Binyamin será meu escravo!", ele ficou com muito medo.

"Prometi a meu pai devolver-lhe Binyamin," pensou. "Tenho que cumprir minha promessa." Yehudá avançou corajosamente para o trono de Yossef.

"Ouça-me, meu senhor," gritou zangado. "Se ousares reter meu irmão aqui, puxarei minha espada! Sabes o que acontecerá então? Vai haver muita gente morta no Egito, incluindo tu e o Faraó."Yossef percebeu que Yehudá estava muito alterado. Ele poderia atacar a ele e a todos os habitantes da capital do Egito. Yossef acenou rapidamente para seu filho Menashê.

"Mostra a este homem que és tão forte quanto ele," ordenou Yossef a seu filho.

Menashê começou a dar pontapés nas paredes do palácio. Os golpes eram tão fortes que o palácio de Yossef começou a tremer!

Yehudá ficou assombrado e pensou: "Quem será este homem forte? Ele deve ser da família de Yaacov, pois não conheço ninguém que tenha força tão tremenda. É melhor não começar uma luta. Vou implorar ao governante para libertar Binyamin."

Yehudá começou com palavras gentis:

"Por favor, deixe ir nosso irmão Binyamin. Tu nos forçaste a trazê-lo. Veja, nosso pai foi contra isso, porque a sua querida esposa Rachel tinha só dois filhos e o mais velho morreu." (Yehudá ficou temeroso de dizer que Yossef ainda estava vivo, senão o governante poderia dizer, "Traga-o também.")

"Agora só resta Binyamin. Nosso pai tem tanta afeição por ele que morrerá de tristeza se Binyamin não voltar. Prometi a meu pai que levaria Binyamin de volta.

"Sou mais forte que Binyamin e mais eficiente. Por favor, fique comigo como escravo no lugar dele. Como posso suportar ver a dor de meu pai se voltarmos sem Binyamin! Tenha pena de nosso pai."