- Desde o amanhecer até o surgimento das estrelas, observamos o jejum de 10 de Tevet. Por que não comemos nem bebemos? Isso aconteceu há mais de 2.500 anos, e é impressionante e significativo que nos lembremos disso até hoje: o exército babilônico se posicionou ao redor de Jerusalém e iniciou o cerco à Cidade Santa. Mais tarde, as muralhas foram rompidas, o Templo foi destruído e fomos levados ao exílio.
- O povo de Israel acreditava que, apesar dos pecados, o Templo jamais seria destruído, que tudo continuaria assim para sempre. O profeta Yirmiyahu tentou explicar que precisávamos fazer teshuvá [retorno], viver de acordo com as exigências da Terra de Israel, mas, infelizmente, a mensagem não foi compreendida. O jejum é um lembrete de que a nossa permanência aqui depende do nosso comportamento.
- Nossos sábios explicam: neste dia, aparentemente, ainda não havia acontecido nada. Jejuamos para lembrar o início da desgraça. No dia 10 de Tevet, ainda era possível consertar, mudar o rumo. Como é importante identificar as primeiras rachaduras, tanto no plano nacional quanto no pessoal — e parar antes.
- O Rambam explica que os dias de jejum foram instituídos para um exame de consciência pessoal e coletivo, e para nos despertar à correção: “Despertar os corações e abrir os caminhos da teshuvá, pois, ao lembrar dessas coisas, retornaremos para melhorar.” Ou seja, não estamos apenas “passando o tempo” até o fim do jejum, mas aproveitando-o para nos tornar melhores.
- Um acréscimo importante em nossa geração: hoje também é o “Dia do kadish Geral”, em memória de todos os que pereceram no Holocausto e cujo dia de falecimento sequer é conhecido. Muitos sobreviventes descobriram que não sabiam quando recitar o Kadish por seus familiares, acender uma vela memorial ou estudar para a elevação de suas almas. Se você tem parentes assim — e mesmo que não tenha — este é o dia de lembrar essas almas preciosas, que não tiveram nem mesmo uma data de falecimento própria. Nesta data nós nos lembramos delas.
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