1. Isto é realmente um grande “furo de reportagem”: Chanucá ainda não terminou! Desde o acendimento da oitava vela ontem à noite até hoje (segunda-feira) à noite, celebramos o oitavo dia de Chanucá, chamado “Zot Chanucá”. Ele é considerado um dia especial de oração, o dia mais elevado e significativo de Chanucá.

2. De onde vem o nome “Zot Chanucá”? A leitura especial da Torá nas sinagogas neste dia começa com as palavras: “Zot chanucat hamizbeach” – “Esta é a inauguração do altar”.

3. Este é um dia especial, uma espécie de “oração de Ne’ilá” de Chanucá, um “dia de selamento” do julgamento de todo o período recente. Pensem no processo que começou em Rosh Chôdesh Elul, passou pelas selichot, por Rosh Hashaná, os Dez Dias de Teshuvá, Yom Kipur, Sucot, Simchat Torá, e depois pelos meses de Cheshvan e Kislev. Agora, todo esse longo processo chega ao fim. Há quem diga que este é o dia para rezar para que, ao longo de todo o ano, saibamos distinguir entre luz e escuridão, e não nos confundamos entre o bem e o mal.

4. Há chassiduyot que realizam neste dia um “tish” festivo, com nigunim [melodias tradicionais] e comidas especiais. Há também famílias que costumam fazer uma refeição familiar alegre (e não apenas porque amanhã as crianças voltam às aulas…).

Alguns têm o costume de queimar hoje os pavios das velas de Chanucá, como uma espécie de cerimônia de despedida da chanukiá, e não jogá-los no lixo. Outros guardam os pavios até a queima do chamêts na véspera de Pêssach, conectando assim essas duas datas especiais.

5. Diz-se que quem não conseguiu fazer teshuvá (retornar ao caminho correto) nos Dez Dias de Teshuvá pode corrigir seus caminhos em Zot Chanucá. Há até o costume de desejar hoje: “Gmar Chatimá Tová” ("que sejam selados no Livro da Vida").

Zot Chanucá feliz, que as nossas preces sejam aceitas!