Não chore pelo assassinato de Charlie Kirk. Ou pela dor de sua esposa e dois filhos. Faça algo a respeito. Ajude-nos a curar a perda, a dor. Ajude-nos a todos a curar.
A humanidade, ensinavam nossos antigos sábios, é um ser único. A América é um membro vital desse ser. E cada um de nós é uma célula vital e viva desse corpo. Quanto mais o sangue circula e os neurônios se conectam, mais saudável é o corpo inteiro de toda a humanidade e todas as suas partes.
Mas quando deixamos de ouvir uns aos outros, quando você fica sujeito a levar um tiro por dialogar, então a circulação da vida para todos nós está em risco. Não é apenas o outro que perdemos. É o ponto Divino dentro de todos nós, o ponto que nos torna um.
É isso que significa quando dizemos que acreditamos em D'us. Não apenas um D'us lá em cima nos céus. O mesmo D'us está dentro deste ser humano diante de você.
Você pode odiar as palavras, pode abominar as ideias, às vezes pode até ter a retidão e a justiça do seu lado. Mas quando você tira a vida de um ser humano que não está querendo matá-lo, você está matando a santidade de todas as vidas. Conforme ensina o Talmus, você está destruindo um mundo inteiro.
Foi o que aconteceu quando Charlie Kirk foi baleado. A América levou um tiro. A dignidade da raça humana levou um tiro. A possibilidade de podermos conversar e nos entender como seres humanos jazia ensanguentada no chão.
No entanto, há esperança. Depende de você. Porque há algo que cada um de nós pode fazer. Todos nós, quer tenhamos acolhido suas opiniões ou nos oposto a elas, podemos aprender com Charlie Kirk.
Pense em alguém com quem você não quer conversar. Alguém que você tem evitado como se fosse um fio desencapado pendurado sobre uma poça d'água. Alguém que tornaria a conversa difícil. Não me refiro a algum fanático perigoso que perdeu a capacidade de raciocinar. Não importa o quão sensatas você considere suas próprias opiniões, você pode encontrar pessoas sensatas do outro lado da cerca. Isso é parte da beleza inata da humanidade, parte da nossa resiliência como espécie, parte de sermos semelhantes a D’us.
Talvez seja sua sogra. Talvez seja o aluno que fica rebatendo na aula tudo o que te toca. O cara certinho e direitista que aparece de camisa social e calça social quando todo mundo está de camiseta e jeans. O ativista de esquerda no trabalho promovendo uma agenda que você não tolera. Talvez seja seu pai. Seu filho.
Apenas vá até lá — em particular, longe da influência da multidão —, olhe-o sinceramente nos olhos e diga: "Vamos conversar". Raro é o ser humano que consegue recusar essa oferta.
Vamos ser honestos: todos nós evitamos conversas difíceis como se fossem casas mal-assombradas, preferindo, em vez disso, viver vidas difíceis. Mas faça isso, só por hoje. Sente-se com o outro cara. E ouça. Quanto mais você ouvir, pior vai ficar. Sofra um pouco. Às vezes é bom. Então, parafraseie, com a maior honestidade possível, tudo o que acabaram de te dizer. Certifique-se de que eles concordam com a sua interpretação. Sim, é doloroso. Não há cura sem dor.
E agora falem. Pode ser inútil. Pode não ser. Tanto faz. Vocês não estão aqui para vencer. Façam isso pelo Charlie. Ou façam isso por vocês mesmos. Façam isso por todos nós. Todos nós precisamos de cura.
Vocês dois podem discordar em todos os pontos, mas ainda podem respeitar aquela centelha Divina que arde dentro de vocês. Ouçam a faísca Divina dentro deste ser humano, não apenas as palavras.
Como diria o Rebe, um pouco mais de gentileza e boas ações trarão Mashiach. A coisa mais curativa que vocês podem fazer pela América e pelo mundo hoje pode ser ouvir ativamente e de verdade o próximo. Pode ser uma das coisas mais gentis que vocês podem fazer pelo mundo hoje.
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