Êshet Cháyil é um poema acróstico, onde cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico em seqüência. É recitado pelo marido quando retorna da sinagoga na noite do Shabat.

Rabi Yitschac ben Nechemyá diz no Yalcut Mishlê: "Assim como D'us deu a Torá a Israel através das 22 letras do alef-bet, Ele louva a mulher virtuosa com estas mesmas 22 letras."

O poema descreve a esposa perfeita, de confiança do marido, caridosa para com os pobres e gentil para com todos, o marido e os filhos louvando-a como fonte de sua felicidade. Sua meta na vida é valorizar o crescimento do marido e dos filhos no conhecimento de Torá e nas boas ações.

Êshet Cháyil é o último capítulo do livro de Mishlê (Provérbios) do rei Salomão. Nossos sábios emprestaram diversas alegorias ao sentido literal de louvor à mulher judia; dizem alguns ser referente à Matriarca Sara ou à Bat Shêva, mãe de Salomão; outros o interpretam como se destinado à Torá, ao Shabat, ou à santificada Presença de D'us.

Êshet Cháyil, A mulher virtuosa

ÊSHET CHÁYIL MI YIMTSÁ? VERACHÔC MIPENINIM MICHRÁ. BÁTACH BÁH LÊV BA’LÁH, VESHALAL LÔ YECHSSAR. GUEMALÁTEHU TOV VELÔ RÃ, COL YEMÊ CHAYÊHA. DARESHÁ TSÊMER UFISHTIM, VATÁAS BECHÊFETS CAPÊHA. HAYETÁ CAONIYOT SOCHER; MIMERCHAC TAVI LACHMÁH. VATÁCOM BEÔD LÁYLA, VATITÊN TÊREF LEVETÁH, VECHÔC LENAAROTÊHA. ZAMEMÁ SADÊ VATICACHÊHU; MIPERI CHAPÊHA NATEÁ CÁREM. CHAGUERÁ VEÔZ MOTNÊHA, VATEAMÊTS ZEROOTÊHA. TAAMÁ KI TOV SACHRÁH; LÔ YICHBÊ BALÁYLA NERÁH. YADÊHA SHILECHÁ VAKISHOR, VECHAPÊHA TAMECHU FÁLECH. CAPÁH PARESSÁ LEANI, VEYADÊHA SHILECHÁ LAEVYÔN. LÔ TIRÁ LEVETÁH MISHÁLEG, KI CHOL BETÁH LAVUSH SHANIM. MARVADIM ASSETÁ LÁ; SHÊSH VEARGAMÁN LEVUSHÁ. NODÁ BASHEARIM BA’LÁH, BESHIVTÔ IM ZIKNÊ ÁRETS. SADIN ASSETÁ VATIMCOR, VACHAGOR NATENÁ LAKENAANI. OZ VEHADAR LEVUSHÁH; VATISCHAC LEYÔM ACHARÔN. PÍHA PATECHÁ VECHOCHMÁ, VETORAT CHÊSSED AL LESHONÁH. TSOFIYÁ HALICHOT BETÁH, VELÊCHEM ATSLUT LÔ TOCHEL. CÁMU VANÊHA VAY’ASHERÚHA; BA’LÁH VAYHALELÁ. "RABOT BANOT ÁSSU CHÁYIL, VEAT ALIT AL CULÁNA. SHÊKER HACHÊN VEHÊVEL HAYÔFI; ISHÁ YIR’AT A-DO-NAI HI TIT’HALAL. TENU LÁ MIPERI YADÊHA, VIHALELÚHA BASHEARIM MAASSÊHA."

Quem pode encontrar uma mulher virtuosa? Seu valor excede em muito o das jóias. O coração de seu esposo confia nela, benefício não lhe há de faltar. Ela o trata com bondade, nunca com maldade, todos os dias de sua vida. Ela procura lã e linho e trabalha de bom grado com suas mãos. Ela é como os navios mercantes; traz seu alimento de longe. Levanta-se enquanto ainda é noite, alimenta seu lar e estabelece as tarefas para suas criadas. Ela avalia um campo e o adquire; de seu lucro planta um vinhedo. Ela cinge seus lombos com a força e dobra os braços. Ela está ciente de que seu empreendimento é proveitoso; sua lâmpada não se apaga à noite. Ela põe suas mãos sobre o fuso, e suas palmas empunham a roca [de fiar]. Ela oferece sua mão ao pobre, e estende suas mãos ao necessitado. Ela não teme por seu lar durante o frio, pois toda sua família está vestida [e aquecida] com lã escarlate. Ela faz sua própria tapeçaria; suas vestes são de fino linho e púrpura. Seu marido é famoso nos portais, quando ele senta-se com os anciãos da terra. Ela fabrica roupa branca e [a] vende, ela provê cinturões aos mercadores. Força e dignidade são seus trajes; ela olha sorridente para o futuro. Abre sua boca com sabedoria e o ensinamento da bondade está sobre sua língua. Ela observa a conduta de seu lar e não come o pão da ociosidade. Seus filhos levantam-se e a aclamam; seu marido a enaltece [dizendo]: "muitas filhas têm feito obras meritórias, porém tu superaste a todas elas! O encanto é enganoso e a beleza nada vale; uma mulher temente a D’us é a que deve ser louvada. Elogiem-na por suas realizações, e que suas obras louvem-na nos portões."