Halachá Diária, por Kolel Rio
Pergunta:
As vezes tenho o costume de rezar descalço, gostaria de saber se tem algum problema com isto?
Resposta:
A Guemará (tratado de Shabat, página 8) traz algumas leis que dizem como a pessoa deve preparar a si própria, o seu corpo e o lugar no qual rezará. Na tefilá a pessoa encontra e fala diretamente com o Rei dos Reis. Sobre este tema, escreve o Rambam (Maimônides) que não é apropriado nem correto rezar descalço, pois não costumamos nos apresentar desta forma perante um rei ou um ministro importante - consequentemente, é lógico que não é respeitoso e nem apropriado se apresentar desta forma perante o Rei dos Reis.
Na prática, a lei judaica segue este entendimento: já que hoje em dia não se vai, de forma alguma, descalço para o trabalho, para o local onde se estuda, ou para qualquer outro encontro, portanto também é proibido rezar a Amidá descalço.
Em relação a rezar vestindo bermuda, da mesma forma e antes de tudo é importante lembrar que na tefilá estamos perante o Criador. Como consequência, devemos nos apresentar na tefilá da mesma forma que as pessoas se apresentam perante um rei neste mundo, usando roupas bonitas e elegantes e a bermuda não se enquadra na categoria discrição.

Em relação apresentar diante de D'us descalço, interessante que Moshe Rabino quando se apresentou diante do Eterno no Monte Sinai, o Eterno mandou ele ficar descalço," tira a sandália dos teus pés que a terra é santa"
Boa noite Miriam.
Don Itzhak Abarbanel, o grande Tzadik que encorajou os judeus a fugirem da Espanha na inquisição, explica que quando Hashem se revelou para Moshe Rabeinu pela primeira vez na ocasião do arbusto incandescente, pediu para Moshe tirar os sapatos, indicando dessa forma que a saída do Egito aconteceria de maneira sobrenatural e não por meio do nosso próprio esforço.
O mesmo podemos dizer sobre o Cohen no Mishkan ou no Beit Hamikdash que eram lugares aonde a revelação Divina acontecia de maneira sobrenatural.