Em referência ao serviço de D'us, isso corresponde a conectar os reinos superior e inferior, um processo que se consegue com a descida da alma ao corpo físico para construir uma morada para D'us neste mundo.

Como a alma é o veículo que forja essa conexão, é mencionada como “agulha”. Além disso, a descida da alma ao corpo representa uma fusão das ordens superiores e inferiores, pois é uma manifestação do próprio D'us, revestido no aspecto mais físico da criação, o corpo.

Especificamente, no uso da agulha há dois componentes. O primeiro é o ponto, que fura a roupa a ser costurada, ao passo que o segundo é a linha que é passada através do buraco. A combinação desses dois elementos define o processo de costurar. Em nosso serviço Divino, a ponta da agulha (que penetra na roupa) alude à capacidade da pessoa de anular o grosseiro materialismo do mundo e prepará-lo para ser um receptáculo para a Divindade. A linha (o verdadeiro meio de costurar) refere-se à Torá e mitsvot, pelas quais a implementação da Divindade é concretizada neste mundo.

Sefer HaSichot 5750, vol. 2, pág. 704.