Um empresário deve fazer balanços periódicos, examinar suas contas e avaliar sua situação financeira. A contabilidade regular mantém uma empresa caminhando sem problemas, e é um pilar do sucesso nos negócios.

Porém, a maior parte do seu tempo é gasta na atividade comercial. Apenas para avaliar uma transação específica, para certificar-se se será lucrativa e para determinar a melhor abordagem. O exame do status geral de sua empresa é feito com menor frequência, geralmente uma vez ao ano, pois se fosse feito todo dia, não haveria tempo para conduzir as transações em si.

Devemos seguir os mesmos procedimentos em nosso serviço a D'us, que é nossa “empresa”. Na maior parte do nosso “ano comercial” nós “lidamos” com as “ações” da Torá e mitsvot. Somente o mês de Elul, que precede Rosh Hashaná e Yom Kipur, é o tempo para um “balanço financeiro geral”, quando nos concentramos em introspecção, contagem do estoque e contabilidade espiritual.

Para o restante do ano, devemos parar apenas brevemente para pequenas avaliações. Por exemplo: ao recitar o Shemá toda noite antes de nos recolher, fazemos um balanço dos créditos e débitos, as realizações e as falhas daquele dia; antes do Shabat, examinamos as contas da semana que passou; e antes de Rosh Chodesh (o início do novo mês), fazemos um balanço do mês anterior. Então, no último mês do ano, fazemos uma análise abrangente.

Algumas pessoas acreditam que para lidar com Torá e mitsvot, devem saber exatamente em que pé estão a todo momento e examinar constantemente se são candidatos adequados para o serviço espiritual, com uma detalhada introspecção. Na realidade, essa abordagem é apenas um truque do yetser hará (má inclinação) para desviar a pessoa da ação correta, envolvendo-a numa autoanálise obsessiva. Em vez disso ela pode seguir seu curso com confiança, deixando de lado essa atividade até o momento adequado.

Licutê Sichot, vol. 2, pág. 629