Há uma grande diferença entre o dono de uma empresa e seus empregados. O funcionário contratado se empenha durante as horas requeridas e deixa as preocupações da firma para trás ao final do dia. Até o empregado mais consciencioso não demonstra o mesmo nível de envolvimento que o dono da empresa.

Em contraste, o homem de negócios está sempre preocupado com as exigências de sua empresa; pode estar comendo ou numa festa, mas nem por um instante ele se esquece dos seus assuntos comerciais. Embora a firma possa estar indo bem, ele sempre busca maneiras de melhorar ou expandir seus negócios.

Um judeu deve abordar sua “empresa” espiritual, e especialmente o estudo de Torá, com a mesma dedicação que o empresário demonstra por sua empresa. Qualquer que seja sua ocupação durante a maior parte do dia, a Torá deveria ser nossa verdadeira empresa, a tal ponto que não possamos nos afastar dela. Não importa o quanto nossa sessão de estudos possa durar, devemos ainda refletir sobre ela horas depois de termos voltado para nossas atividades mais mundanas.

Segundo o Talmud, quando uma pessoa se torna preocupada com a Torá, é como se tivesse redimido a Shechiná (A Presença Divina) do exílio. Isso certamente vai beneficiá-la em todos os aspectos de sua vida.

Licutê Sichot vol. 23, pág. 160 ff.
Igrot Kodesh do Rebe, vol. 10, pags 266, 271 ff.