Nos primeiros dias da impressão, até uma época relativamente recente, os grupos de letras eram acumulados em placas, e se os grupos estivessem incorretos, a única solução era destruir as placas. Mais tarde, com a invenção do linotipo, a inovação técnica permitiu que um impressor fizesse sequências de letras e as transpusesse em novas combinações, sem destruir o trabalho anterior. Hoje alta impressão é feita em offset.

Segundo os escritos da Cabalá, tudo que existe extrai sua vida das 22 letras do alfabeto hebraico. Das várias combinações dessas letras, “nos dez pronunciamentos pelos quais o mundo foi criado”1 registrados em Bereshit, podemos encontrar a fonte de todo aspecto da criação, tanto positivos quanto negativos.

Nas gerações anteriores, com frequência a única resposta para a negatividade era “destruir as placas”. Porém, em tempos recentes, desde a revelação do Baal Shem Tov, as inovações da Chassidut nos deram uma maneira de “rearranjar as letras”, convertendo o mal em bem. Como a verdadeira essência de tudo é a santidade, em nosso serviço a D'us podemos também revelar o bem que existe dentro do negativo, e transformá-lo em santidade, sendo este o seu supremo propósito.

Sichot Kodesh, Shabat Parashá Matot-Massê, 5713.