Pergunta:
Tenho uma dúvida sobre a kipá. Como judeu que está aprendendo sobre observância, e aos poucos incorporando ela à minha vida, ainda tenho um longo caminho a percorrer. Estava me perguntando: quando é a hora “apropriada” para usar uma kipá o tempo todo? Como ainda não sou totalmente casher, observante do Shabat, etc., sinto que pareceria hipócrita usar kipá o tempo todo – especialmente quando estou ainda ativo no Shabat, ou quando vou com minha família comer num restaurante não-casher. Por favor, me aconselhe.
Resposta:
Vou repassar um conselho dado por Rabi Moses Feinstein (famosa autoridade haláchica, 1895-1986) a uma pergunta semelhante.
Perguntaram a ele se pessoas que frequentam danças mistas deveriam ser aconselhadas a retirar a kipá antes, para que ninguém pensasse que tais danças eram sancionadas pela presença de pessoas com “aparência religiosa”.
Em resumo, a resposta dele foi que dois erros não fazem um acerto. O fato de alguém transgredir um mandamento não é motivo para desconsiderar outro, não relacionado.
Em última análise, a esperança é que usar a kipá sirva como encorajamento e um gentil lembrete para progredir naquelas áreas que precisam melhorar. Afinal, é disso que trata a kipá: um lembrete constante de que há um Olho que assiste tudo que fazemos.
As mitsvot podem ser comparadas a dinheiro. Ao encontrar uma nota de cem reais na calçada, nenhuma pessoa sã diria: “Sou pobre mesmo e tenho tantas dívidas; de que adianta pegar o dinheiro?” Portanto, então, quando tiver a oportunidade de cumprir uma mitsvá, agarramos a oportunidade – independentemente do fato de que pode haver outras áreas nas quais estamos deficientes no momento.
No Brasil Gosto de ver as pessoas preservando suas tradições, especialmente religiosas. No Brasil, penso as pessoas gostam quando os Judeus usam Kipá. Eu gosto muito! Por isso, adoro os sábados no Brooklyn!