Hoje e amanhã marcamos o Rosh Chodesh Cheshvan. O Rabino Avraham Yitzchak HaCohen Kook escreveu uma "frase-chave" para cada mês, e sobre o mês que começa hoje ele escreveu: "Quando a alma brilha – até mesmo céus cobertos de névoa produzem uma luz agradável."

Esta frase foi escrita especialmente para o mês judaico de Cheshvan – ou seja, para o início do inverno (em Israel), o mês que vem depois de Tishrei, e de repente não há feriados judaicos. É um período em que escurece cedo, o céu está mais cinzento, e tudo isso pode trazer um pouco de melancolia, com o início de uma rotina longa e cinzenta. Mas, se dentro de nós a alma brilha, escreve o Rabino Kook, isso também afetará a névoa lá fora. Pelo poder da alma, mesmo os céus cobertos de nuvens poderão brilhar.

"Quando a alma brilha – até mesmo céus cobertos de névoa produzem uma luz agradável."

Esta frase descreve bem os últimos dois anos: descobrimos o quanto, mesmo em condições de neblina intensa, a alma do povo de Israel brilha, e isso influencia a realidade. Nestes dias estamos conhecendo histórias incríveis de alguns dos reféns israelenses libertados do cativeiro. Eles voltam de dois anos terríveis nos túneis do Hamas, mas suas almas brilharam lá – e diante da névoa e da escuridão, eles espalharam luz de fé e esperança.

E isso também é verdadeiro no nível pessoal, para cada um de nós. Não precisamos apenas olhar para fora para decidir como nos sentimos. Há uma alegria interna dentro de nós. Nossa alma brilha, e se olharmos para a realidade de maneira iluminada – ela nos iluminará de volta.

Chodesh tov!