Certa vez um empresário enviou seu mensageiro para buscar um pacote nos Correios. O mensageiro pegou o pacote, levou-o ao seu patrão e pediu pagamento pelo serviço. O patrão lhe deu uma certa quantia em dinheiro. O mensageiro disse: "É muito pouco. O pacote era muito grande e bastante pesado, e foi muito cansativo trazê-lo."

Então o dono respondeu: "Acredito que você tenha cometido um engano. Você deve ter trazido outro pacote em vez do meu, porque, se você ficou cansado, é um sinal de que o pacote não era meu. O meu não cansa as pessoas. Ele é pequeno, leve e contém pedras preciosas."


Esta é, na verdade, uma parábola do Maguid de Dubno. Se você se cansa ao cumprir uma mitsvá, uma boa ação, é um sinal de que suas intenções não eram servir a Hashem. Porque ninguém se cansa quando ama Hashem e tem a oportunidade de se conectar com Ele por meio de uma mitsvá, de uma boa ação.

Ser judeu é olhar para a vida da mesma forma, não apenas em relação às mitsvot específicas, mas também na vida cotidiana como judeu. Uma pessoa pode enxergar isso como uma maneira de viver mais libertadora e mais leve.

Por exemplo, a alimentação casher. Em vez de entrar em um supermercado e ter milhares e milhares de opções para escolher, você fica limitado aos produtos que possuem supervisão casher.

O mesmo acontece com as roupas. Em vez de escolher entre todas as lojas do shopping e todos os sites, você segue um determinado padrão de vestimenta e até mesmo certas cores.

Enquanto o trabalho poderia ocupar as 24 horas do dia, sem deixar tempo livre, há um momento para estudar, há um momento para fazer a tefilá e há um momento para o Shabat. Tudo isso cria limites, e esses limites tornam a vida mais libertadora, uma vida mais leve neste mundo.

Um modo de vida baseado na Torá não é pressão e restrição; na verdade, é liberdade.