Por David Azulay
As eleições estão chegando. Todos estão voltados para esta missão tão difícil de "escolher" um candidato que possa trazer benefícios concretos ao povo sempre esperançoso de um futuro melhor para a cidade, o estado, o país em que vivemos.

O problema é que após eleito, as promessas quase sempre tornam-se produto esquecido ou arquivado para "mais tarde", e o que era prioridade vira algo secundário.

Mas por que os políticos (na maioria) ao chegar lá não cumprem com a ordem nem o progresso esperados e prometidos para todos nós?

A razão simples: em grande parte, não se conscientizam de que foram escolhidos para um compromisso básico e responsável – dirigir e expandir melhorias em todos os âmbitos possíveis e desejáveis: saúde, educação, social, econômico, etc. Para isto foram eleitos. Mas uma vez no cargo, mudam a ordem das prioridades ou as datas das metas a serem atingidas.


O povo judeu é conhecido como "o povo eleito". Sem campanhas, nem urnas eletrônicas, na verdade foi eleito por um único voto, direto, mas de grande peso, como está escrito em nossas preces: "Tu nos escolheste entre todos os povos."

No entanto, não basta somente nos orgulharmos desta "candidatura" e nos acomodar em nosso posto. É necessário mais do que isto: conscientizarmo-nos de que fomos eleitos para uma tarefa de suma importância, possível de ser concretizada somente através do cumprimento da Torá e de seus preceitos. Com isto seremos verdadeiramente a "luz para os olhos das nações" e merecedores da escolha.

Jamais perdemos de vista nosso compromisso "Nassê Ve Nishmá", "Faremos e [só então] entenderemos" , firmado sem campanhas, no "grande palanque" – o Monte Sinai – no momento da outorga da Torá, testemunhada pela humanidade. Nossas metas são eternas e garantiram nossa própria continuidade no "cargo". Títulos são para quem carece deles.

Ficamos com as ações, pois elas tornam-se grandiosas, maiores que qualquer título que se possa almejar.