O judaísmo ensina a valorizar o interior e sua grande importância em contraposição à exibição pública.
  • No Templo de Jerusalém, a Arca Sagrada, que continha as Tábuas com os Dez mandamentos, ficava oculta dentro do Côdesh Hacodashim. A arca era uma magnífica obra de arte e, no entanto, só era vista pelo Cohen Gadol, uma vez ao ano em Yom Kipur.

  • O Rolo da Torá se mantém coberto por um belo manto; quando não está em uso é conservado dentro do Aron Hacôdesh na sinagoga.

  • Os pergaminhos dos tefilin são colocados no interior de caixinhas pretas.

  • “Shemá”, no pergaminho da mezuzá, está protegido por caixinhas, que são verdadeiras obras de arte, mas o que dá valor e validade a elas é simplesmente o texto.

  • Ao construir uma sucá, coloca-se o lado mais atraente dos painéis, que formam as paredes, voltados para seu interior, em vez de deixá-los à vista do público que passa pela rua.

  • A cabeça e o rosto de uma noiva ficam encobertos quando esta entra na chupá.

  • A parte mais elevada das Preces é a Amidá, a oração silenciosa e a comunicação particular com D’us.

  • A caixa de tsedacá; a parte mística ou esotérica da Torá; os 36 tsadikim ocultos, por cujo mérito o mundo se sustenta e tantos outros mais, são exemplos do valor oculto.