Estando já casado com Rebetsin Rivka há dez meses e sem nenhum sinal de sua esposa engravidar, Rabi Baruch estava muito aborrecido. Após conversar com seu amigo, Rabi Yitschac Shaul, o casal decidiu viajar para ver o Báal Shem Tov.

Era costume do Báal Shem Tov fazer uma refeição festiva todos os anos a 18 de Elul, pelo seu aniversário, e falar palavras de Torá. Nesta ocasião, o Báal Shem Tov disse a Rabi Baruch: "Nesta data exata, você estará segurando seu filho nos braços."

Antes da partida de Rabi Baruch e Rebetsin Rivca de Mezibush, eles entraram na presença do Báal Shem Tov para receber sua bênção para uma viagem segura. Rebetsin Rivca, bastante animada, disse ao Báal Shem Tov:

"Quando D'us cumprir a sagrada bênção do Báal Shem Tov e formos de fato abençoados com um filho saudável, eu o dedicarei à Torá e ao serviço de D'us, segundo o caminho do Báal Shem Tov."

Ela assim reiterava a promessa feita por Chana, a mãe do Profeta Shemuel. O Báal Shem Tov os abençoou e eles partiram, o coração transbordando de alegria.

Na quarta-feira, 18 de Elul de 5505 (1745), nasceu um filho para Rabi Baruch e Rebetsin Rivka. Recebeu o nome de Shneur Zalman, numa homenagem ao avô paterno.

No mesmo dia o Báal Shem Tov, ao voltar do micvê, estava tão feliz que seus alunos ficaram maravilhados. Nenhum deles, porém, ousou pedir uma explicação para tamanho júbilo. O próprio Báal Shem Tov liderou as preces, mais uma vez despertando neles admiração quando entoou a melodia de Yom Tov e mais ainda, quando omitiu a prece Tachanun geralmente recitada naquele dia. As preces terminaram, o Báal Shem Tov convidou os alunos para uma refeição de celebração e estava muito feliz durante todo o jantar:

"No quarto dia da Criação, as luminárias estavam suspensas no céu. Hoje, o quarto dia da semana, uma semana relacionada à Haftará ‘Desperta, reluza’, uma nova alma desceu ao mundo e irá iluminá-lo com a luz de Nigle e da Chassidut; uma alma que vai se oferecer para o bem da Chassidut e cujas realizações introduzirão a Era de Mashiach."