Versículo 30:20

"Amarás a D’us… pois Ele é tua vida".

Como é correto amar a D’us? A pessoa deve amar a D’us com tal intensidade que sua alma fique ligada a este amor e esteja constantemente perseguindo-o, como alguém abatido pela saudade.

Isso é o que o Rei Salomão queria dizer com esta metáfora: "estou doente de amor". De fato, todo o livro Cântico dos Cânticos é uma parábola para este conceito…

- Maimônides


O calendário judaico segue as fases da lua. No início de cada mês, é recitada a prece da santificação da lua nova. Esta mitsvá especial apenas pode ser observada na primeira metade do mês, quando a lua nova está crescendo a cada noite. Além disso, a lua deve estar visível quando a bênção for recitada.

Certa vez, numa temporada chuvosa, a última noite para esta prece havia chegado, e a lua ainda não aparecera nos céus de Lubavitch. Rabi Hilel de Paritsh escreveu um pedido ao Rabi Menachem Mendel de Lubavitch, suplicando que o Rebe rezasse para a lua aparecer. "Não se preocupe," disse o Rebe, "haverá lua."

Tarde naquela noite, os chassidim de plantão no "observatório lunar" que Reb Hilel havia arrumado relataram que algo como um pedaço de lua tinha aparecido.

Reb Hilel foi para fora e desdenhou a sombra amarela entre as nuvens: "O Rebe prometeu que haveria uma lua", insistiu ele, "não esta pálida impressão de lua." Justo antes do dia clarear, os céus se abriram e uma lua clara iluminou tudo.

Declarou Reb Hilel: "Certa vez, muitos anos atrás, céus nublados impediram-me de cumprir esta mitsvá. Mas naquela época eu era um jovem, forte e vigoroso, e consegui sobreviver ao desapontamento. Porém hoje sou um homem fraco e velho; se a lua falhasse em aparecer, não creio que eu teria sobrevivido mais um mês."