Shabat, 8 Nissan, 5789
No Shabat anterior ao Êxodo – 10 de Nissan naquele ano – os primogênitos do Egito, que ocupavam as posições mais importantes no sacerdócio e no governo, lutaram uma batalha sangrenta com as tropas do faraó, num esforço para assegurar a libertação dos israelitas e impedir a Praga do Primogênito. Este grande milagre é comemorado todo ano no Shabat anterior a Pêssach, que portanto é chamado Shabat HaGadol, o Grande Shabat. (Este é um dos raros exemplos nos quais uma data comemorativa no Calendário Judaico é estabelecida pelo dia da semana, em vez de pelo dia do mês.)
O banquete que durou 180 dias realizado pelo Rei Achashverosh acabou neste dia.
Achasverosh errou em seus cálculos sobre a data inicial profetisada por Yirmiyahu sobre a promessa da reconstrução do Templo Sagrado que se realizaria após 70 anos de exílio do povo judeu na Babilônia. Quando a data expirou, segundo seus cálculos, e os judeus não foram redimidos, ele divulgou que daria um grande banquete para celebrar a extinção dos judeus “Povo escolhido”. Durante os dias destas celebrações ele exibiu diversos aodrnos e utensílios que foram expoliados roubados do Templo Sagrado de Jerusalém pelo exército babilônico.
Na leitura Nasi de hoje, lemos sobre o presente levado pelo nasi da tribo de Menassê, Gamliel ben Pedahtzur, para a inauguração do Mishcan.
O Shabat anterior a Pêssach é chamado Shabat HaGadol, ("O Grande Shabat") em comemoração ao "grande milagre" que aconteceu no Egito neste dia, garantindo o Êxodo do Egito cinco dias depois (veja "Hoje na História Judaica"). Os costumes do Shabat HaGadol incluem ler uma porção da Hagadá (a partir de "Avadim hayinu" até "al kol avonotainu"), que narra a história do Êxodo. Outro costume nesta ocasião é que o rabino de cada comunidade faça uma palestra na qual mencione as leis de Pêssach e seu significado, em preparação para a Festa.
