A festa de Pessach, que sempre começa na véspera do dia 15 de Nissan, é provavelmente a festa judaica mais famosa do ano. É a época em que os judeus foram libertados de seu cativeiro no Egito e partiram para o deserto. Destino: a Terra Santa.

O que é menos conhecido é que a época de Pessach também marca a chegada dos judeus a Israel, 40 anos depois.

É uma história que vale a pena registrar:

No dia 10 de Nissan, pouco mais de um mês após a morte de Moshe e seu sepultamento por D’us no Monte Nebo, o povo judeu (agora sob a liderança de Yehoshua, discípulo e sucessor de Moshe) atravessou o rio Jordão rumo ao oeste, para a Terra Santa. Imagine a emoção. O sonho de centenas de anos — oito gerações — finalmente se concretizava.

Cinco dias depois, eles celebrariam Pessach em Israel com grande pompa e circunstância Pessach, havia algo que exigia atenção urgente. Por diversos motivos, os judeus se abstiveram da circuncisão durante sua estadia no deserto. Na manhã seguinte à sua chegada, dia 11 de Nissan, D’us ordenou a Yehoshua que circuncidasse pessoalmente todos os homens judeus.

Segundo a tradição, leva três dias para se recuperar da circuncisão. A véspera de Pessach seria em três dias. Portanto, todos precisavam ser circuncidados naquele mesmo dia!

Depois que Yehoshua terminou a tarefa gigantesca, D’us disse: “Hoje, removi de vocês a desgraça [espiritual] do Egito”.

Finalmente, 40 anos depois de terem deixado a escravidão física, eles foram libertados da escravidão espiritual. D’us havia tirado os judeus do Egito; agora o Egito estava fora dos judeus e podiam ser livres em sua própria terra.

Milênios depois, esta data especial, 11 de Nissan, trouxe uma nova energia de liberdade. Foi nesse dia, em 1902, que nasceu o Rabino Menachem Mendel Schneerson — o Rebe de Lubavitch, de abençoada memória.

Uma das maiores figuras da história judaica, ele dedicou sua vida a libertar a alma judaica e conduzi-la à liberdade. Após assumir a liderança em 1951, passou de liderar um pequeno grupo de seguidores no Brooklyn a encabeçar o movimento judaico mais influente do mundo. Com dedicação, amor e sabedoria, ele inspirou milhões de pessoas. Não é exagero dizer que todo judeu vivo foi positivamente impactado por sua luz.

Seu falecimento, mesmo após tantos anos, não diminuiu a sua influência e alcance. Ao contrário. Seu impacto no mundo hoje é ainda mais abrangente. Milhões de pessoas ao redor do mundo são inspiradas por seu legado e exemplo. Obras, sichot, maamarim, cartas, conselhos e livros que foram publicados sobre sua vida e seus ensinamentos promovem o envolvimento ao judaísmo alcançando o mundo com seus emissários que continuam seu trabalho: levar o judaísmo a cada judeu e espalhar a luz Divina para toda a humanidade.

Hoje, mais de 3 mil anos após a chegada de nossos ancestrais a Israel, a jornada rumo à liberdade continua através de cada um de nós.

Estamos perto da linha de chegada, prestes a alcançar nosso destino, a redenção final que em breve será anunciada com a vinda de Mashiach!