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Saudação e bênção:

Acredito que minha correspondência anterior foi devidamente recebida, bem como os telefonemas relativos à Convenção de Neshei Chabad.

Desejo aqui referir-me a um ponto em sua última carta, na qual escreveu sobre a diferença entre a Guerra dos Seis Dias e a chamada Guerra de Yom Kipur, na qual os milagres de D’us foram mais óbvios que na Guerra dos Seis Dias.

Na verdade, ocorreram amplos milagres, bastante óbvios, na última guerra. O milagre em geral, que agora foi divulgado, embora não publicado de maneira geral, é a sobrevivência após os primeiros poucos dias da guerra, quando até mesmo Washington estava seriamente preocupado se o exército israelense conseguiria deter o tremendo irromper do primeiro ataque lenta e gradualmente, alguns detalhes agora estão sendo revelados também na imprensa israelense, sobre como foi grave o perigo naqueles primeiros dias da guerra.

O maior milagre foi que os egípcios cessaram sua invasão sem nenhum motivo, a alguns quilômetros apenas a leste do Canal. A estratégia militar óbvia teria sido deixar algumas posições na retaguarda, e com o enorme exército de 100.000 homens armados até os dentes, marchar em direção ao Sinai, onde naquela ocasião não havia defesa organizada de qualquer conseqüência militar.

Isso é algo que não pode ser explicado na ordem natural das coisas, exceto como está escrito: “O medo dos judeus caiu sobre eles,”1 em face dos relatórios da inteligência deles sobre o completo despreparo dos judeus em Erets Yisrael naquela época.

Há também diversos relatos de milagres em vários setores em ambas as frentes.
O ponto essencial de toda esta guerra trágica é que poderia ter sido impedida e, como no caso da Medicina, a prevenção é mais desejável que a cura.

Com bênção,