Esta era a conduta de Rabi Shmuel em toda a sua obra comunal. Ele não era detido pelos capitalistas ricos ou pelos sofisticados intelectuais do Movimento “Haskalá”, que desejavam secularizar a religião judaica, nem era intimidado pelos altos funcionários do governo.

Ele exprimia claramente suas opiniões, com força e dignidade em toda ocasião em que fosse necessário fazê-lo, sempre no interesse do povo judeu, e sua excepcional liderança se refletia no respeito demonstrado aos seus pronunciamentos e intervenções. Durante este tempo, os adeptos de Chabad aumentaram em número e como os líderes de Chabad sempre fizeram, desde o início do Movimento, ele cuidou de suas necessidades e dúvidas individuais, fortalecendo sua devoção à Torá nos tempos especialmente difíceis em que viviam. Ele foi o autor de muitos volumes da literatura chassídica.

O breve, porém vital e significativo período de Rabi Shmuel como líder de Chabad também selou a fase seguinte do Movimento, caracterizada pela campanha para divulgar a sabedoria e o estudo de Torá, bem como o espírito de tradição e Divindade, entre os judeus do mundo.

Esta atividade de âmbito mundial foi estimulada pela crescente emigração em massa dos judeus russos. Embora mais concentradas na Rússia, incluindo as províncias da Geórgia, Usbequistão e Caucásia, as atividades de Chabad se espalharam até Israel, Polônia e países bálticos e, mais recentemente, aos Estados Unidos, Canadá, Europa Ocidental, Austrália, Norte da África, América do Sul, África e em toda parte.

É digno de nota que estas atividades tenham sido feitas com igual zelo e determinação, fossem os judeus em questão de origem oriental, sefaradita ou ashkenazita, mais uma vez enfatizando o caráter abrangente do Movimento Chabad como pertencente a todo o povo de Israel.