Em 1950, Rabi Yossef Yitschac faleceu. Embora o Rebe fosse escolhido como seu sucessor foi relutante no início em aceitar o manto da liderança. Apenas um ano mais tarde assumiria formalmente o título de “Rebe”: foi em 28 de Janeiro, 10 de Shevat de 5710.

Em seu primeiro discurso como Rebe, ele afirmou que a missão da nossa geração é a de trazer Mashiach (Messias).

O Rebe organizou um corpo de shluchim – emissários de Lubavitch – e os encarregou de estabelecer centros Chabad-Lubavitch no mundo. Hoje milhares de instituições Chabad-Lubavitch cobrem o planeta. Além de se preocupar com cada indivíduo, o Rebe dava atenção especial a órfãos e viúvas de soldados israelenses, as crianças de Chernobyl, entre outros. Mais de 1300 crianças recebem tratamento médico em Kfar Chabad. Para os meninos órfãos, são celebradas anualmente cerimônias de bar-mitsvá, no Muro das Lamentações. Além disso, foram criados vários centros de reabilitação para pessoas viciadas em drogas. O Rebe estabeleceu cerca de 60 instituições de ensino judaico na Comunidade dos Estados Independentes e na Letônia. Centenas de emissários visitam regularmente e muitos outros estabelecem lá suas residências para promover as atividades judaicas. A organização Ezrat Achim envia toneladas de alimentos para os judeus destes países.

O Rebe foi quem iniciou o movimento de teshuvá (retorno ao autêntico judaísmo), através de uma forma revolucionária de difundir o judaísmo para todos os judeus com a sua famosa "Campanhas das Mitsvot" (campanha das boas ações). A colocação dos tefilin, o acendimento das velas de Shabat e Yom Tov pelas mulheres judias, a cashrut, a prática da tsedacá, a educação baseada na Torá, entre outras. Na época foi duramente criticado, enfrentando forte oposição, ao dizer que esta era a única maneira de salvar o judaísmo da assimilação. Suas campanhas inovadoras hoje servem de modelo a diversas instituições judaicas que atraem judeus de volta a sua herança exatemente como o Rebe já fazia há 5 décadas.

Sua preocupação com a educação e o futuro da humanidade foi reconhecida nos Estados Unidos. A data de nascimento do Rebe, 18 de abril,(11 de Nissan) foi transformada pelo Presidente Ronald Reagan em “Dia Nacional da Educação”.

Entre as previsões que fez sobre situações mundiais as que mais repercutiram foram a abertura da Cortina de Ferro, com a emigração maciça de judeus soviéticos para Israel, ao alertar o governo israelense para a construção de casas e condições de emprego para estes judeus. E isto aconteceu numa época em que tal possibilidade era impensável.

Outra previsão fantástica: durante a Guerra do Golfo, em 1991, o Rebe foi o único a dizer que esta guerra não atingiria o povo judeu, declarando que as máscaras de gás não seriam necessárias. Ele declarava isso enfaticamente mesmo durante o contínuo bombardeio de scuds sobre israel, pois lá "é o lugar mais seguro do mundo."

Conscientizou sobre a iminente vinda de Mashiach (Messias) e da importância de "recepcioná-lo" apropriadamente, principalmente através de um estudo intensivo dos assuntos relativos à era messiânica, contidos na Torá, Talmud, e outras fontes judaicas, como no código de leis de Maimônides.

Todos os domingos o Lubavitcher Rebe costumava receber e abençoar as vastas multidões que vinham buscar as suas palavras de sabedoria e bênção. A cada uma das milhares de pessoas que o procuravam entregava uma nota de um dólar para ser doada a uma instituição de caridade à critério da pessoa. Além de pessoas comuns, diversas personalidades judias e não-judias pediam seu conselho e bênção.