Por Simon Jacobson
A fé inocente de uma criança toca a essência simples de D'us.
Há uma bela lição na infância em si — acima de tudo, que uma criança é completamente inocente, e que esta inocência é o alicerce da vida. Se tivéssemos nascido adultos, completamente preparados para os conflitos da vida, jamais viveríamos a magia da infância, uma licença para explorar a vida com os olhos bem abertos. A infância nos proporciona uma chance de pairar no sublime antes de mergulharmos no cotidiano.
Portanto, da próxima vez que você passar algum tempo com seu filho — ou qualquer criança — não desfrute levianamente a experiência. Observe a criança com atenção e entenda: D'us concedeu a você este presente para nutrir e cuidar, para ensinar bons hábitos e as diferenças entre o certo e o errado. Sua atitude para com esta criança e as considerações que você partilhar com ela serão cruciais ao desenvolvimento de sua vida e como ela influenciará os outros. E o mais importante: deixe que seu filho seja ele mesmo, permita que seus filhos ensinem você a viver uma vida mais significativa.
Quando foi a última que você teve uma conversa franca com uma pessoa mais jovem sobre os verdadeiros aspectos da vida? Uma conversa sobre nosso lugar neste mundo e o que devemos fazer com nossa vida. Uma conversa que falasse honestamente sobre o sofrimento e sobre as falhas. Devemos todos nos sentar calmamente com nossa família, com nossos jovens, e falar francamente sobre a vida e nossas aspirações.
Porém lembre-se: sem amor, nossa influência será incompleta, ou, o que é ainda pior, destrutiva. Amor significa sensibilidade — não a nossas idéias e nossos padrões, mas aos de nossos filhos, e mais importante, aos de D'us.
Como pais e professores devemos nos lembrar de ser humildes, de cultivar o traço da humildade. Não somos a fonte de diretivas e informação, mas um veículo para transmitir aquilo que vem de um local mais alto e mais elevado. Como podemos ser arrogantes ao dispensar este conhecimento? Deveríamos nos sentir abençoados com a oportunidade de compartilhá-lo com nossos filhos e alunos.
Acima de tudo, lembre-se disso: As palavras que vêm do coração entram no coração. Como pai ou professor, você deve exprimir aquilo que fala, e deve ser um exemplo vivo daquilo que ensina.