Pergunta:
“Gostaria de saber se há obrigação de fazer a ‘quarta refeição’ após o término do Shabat, ou se isso é apenas um costume”.

Resposta:
A Guemará, no Tratado de Shabat (119a), ensina que é uma mitsvá preparar a mesa de jantar com uma refeição especial, após o término do Shabat (Motsaei Shabat) para honrar o dia do Shabat em “sua saída”, como se faria na difícil despedida de um grande amigo.

Por isso, essa refeição é chamada de “Melavê Malcá” (“Cortejo da Rainha”), por considerarmos o Shabat como uma Rainha do Povo de Israel. Embora essa refeição não tenha o mesmo nível de obrigatoriedade das três refeições do Shabat, muitos dos grandes líderes de inúmeras gerações foram rigorosos e minuciosos no cumprimento deste costume especial, mantendo-se ainda durante a mesma com as roupas especiais do Shabat, fazendo questão de preparar pratos quentes e fixando-a como uma Seúda (refeição), com Netilat Yadaim (ablução das mãos) e comendo pão. Esse costume recai sobre homens e mulheres.

Os Cabalistas escreveram que há um osso no corpo humano, que se chama “luz”, com o qual o Todo-Poderoso dará início ao processo da Techiat Hametim (Ressuscitar dos Mortos) de cada indivíduo. Segundo esses místicos, esse osso foi a única parte do corpo de Adam que não teve proveito da ingestão do fruto proibido da árvore da sabedoria. E ele se alimenta somente do que a pessoa ingere na Melavê Malcá.

É muito difundido o conceito de que aqueles que são cuidadosos e minuciosos com esta refeição especial têm o mérito de obter seu sustento com abundância, pois a Melavê Malcá é uma grande “Segulá” para esse fim. Muitos que passaram a cumprir este forte costume e preparar suas mesas com a devida honra testemunharam brevemente grandes salvações.