Israel é, graças a D'us, um país forte, com uma força militar excepcional que combina coragem, talentos e profundos padrões morais. Israel vai lutar até que o Hamas aceite um cessar fogo, pelo menos temporariamente.

Porém é exatamente isto que devemos temer.

Israel começou a “cirurgia” para limpar seu ambiente das nocivas doenças do terror. Mas quando o sangue provocado pela cirurgia começa a brotar, a ONU pode condenar, o Departamento de Estado pode criticar e a esquerda israelense se tornará autocrítica. O Estado Judaico poderia então ser obrigado a “costurar” a ferida antes que a infecção tenha sido eliminada. Se isso acontecer, a infecção do terror terá permissão de brotar por baixo da superfície até que ocorra a próxima explosão em um ano, dois, ou dez. Os árabes, isso deve ser dito, têm muita paciência.

Este tem sido o trágico erro israelense durante todo esse tempo: jamais professou a coragem de ir até o fim, estabelecer verdades intocáveis e mantê-las com convicção e determinação inabaláveis. Seis exemplos são dignos de nota.

Primeiro, na Guerra dos Seis Dias, quando sete exércitos prometeram acabar com Israel, o Estado Judaico lutou e venceu, e triplicou seu tamanho original. Em seguida, em vez de demonstrar força, clareza e determinação, Israel imediatamente enviou uma delegação a Washington para expressar sua prontidão em devolver todos os territórios ocupados às nações árabes. (Como de costume, os árabes recusaram a oferta; eles queriam mais.)

Israel estava tentando demonstrar sua paixão pela paz, porém entendeu mal a psicologia do inimigo. A ação demonstrava ao mundo árabe que Israel estava, em última análise, inseguro e vulnerável, e capaz de ser derrotado a longo prazo.

No segundo exemplo, em junho de 1982, Israel entrou no Líbano para eliminar a OLP, Organização Para Libertação da Palestina, de Yasser Arafat, que tinha aterrorizado as cidades e aldeias do norte de Israel. Assim que o exército estava à beira da vitória total, as mãos dos militares foram atadas. O exército israelense esperou em vão nas redondezas de Beirute em vez de completar rapidamente seus objetivos. As mortes aumentavam dia a dia, os resultados foram catastróficos para os israelenses e árabes, e o OLP sobreviveu e prosperou. (Pouco mais de uma década depois, Arafat receberia o Prêmio Nobel “da Paz”.)

E em terceiro lugar, provavelmente naquele que foi o maior erro político de um país moderno, Israel ressuscitou a OLP em 1993, negiciou os acordos de paz de Oslo, forneceu armas e dinheiro aos seus inimigos para uma força policial, e permitiu que uma forte infraestrutura de terror fosse construída em seu próprio quintal. Quando o primeiro ônibus israelense explodiu em 1994, e a OLP nada fez para deter isto, Israel teve a chance de livrar-se da mortal ilusão de que a paz estava no horizonte e cortar completamente os alicerces do terror na Margem Ocidental e em Gaza. Em vez disso, Israel demonstrou moderação. Durante os dez anos seguintes, rios de sangue correram na Terra Santa.

Milhares de judeus e árabes inocentes perderam a vida ou ficaram aleijados para sempre. Então, num quarto exemplo, Israel evacuou Gaza em agosto de 2005, deixando-a “yudenrein”. Dez mil judeus foram expulsos de suas casas, suas comunidades foram demolidas pelas IDF, Forças de Defesa Israelenses sob a liderança de Ariel Sharon, que um único instante tinha revertido a filosofia de sessenta anos. Nem um único judeu ou soldado foi deixado em Gaza. Israel deu a seus vizinhos a chance de criar um estado independente com uma sociedade próspera. Em vez disso, no dia seguinte foguetes começaram a cair sobre as cidades israelenses, atingindo civis nas casas, escolas e ruas. Em vez de acordar para as mortais consequências da retirada de Gaza e reentrar em Gaza, Israel mostrou moderação. Os resultados? Hamas construiu uma poderosa máquina de terror, 15.000 foguetes aterrorizaram o sul de Israel durante anos, e todo Israel está hoje em grande perigo. Na semana passada, o Hamas enviou 450 foguetes que caíram sobre Israel, matando judeus, homens, mulheres e crianças inocentes.

Um quinto exemplo: em julho de 2006, o Hezbollah atacou Israel pelo norte, atirando foguetes em aldeias israelenses, e assim desviando sua atenção enquanto assassinava oito soldados e raptava dois. A guerra subsequente terminou com Israel não atingindo nem um sequer de seus objetivos. O Hezbollah continua mais forte que nunca, esperando pela oportunidade certa para atacar. Os dois soldados sequestrados não foram libertados. (Mais tarde foram devolvidos em caixões como troca para Israel libertar alguns dos piores terroristas.)

Finalmente, em janeiro de 2009, Israel foi forçado a reentrar em Gaza para deter os incessantes ataques de foguetes. Porém mais uma vez, Israel escolheu permitir que as células do câncer do terror permanecessem intactas. Eles saíram de Gaza com o Hamas intacto.

Muitas e muitas vezes, o Estado de Israel tem provado a verdade do antigo ditado, que quando um judeu finalmente fecha o punho, ele dá um soco no próprio coração para confessar seus erros. Israel tem falhado em reconhecer que quando você deixa intacta uma parte do tumor canceroso para completar a cirurgia o mais rápido possível, ele vai reaparecer, para atacar o organismo. O terror é um câncer; deve ser completamente eliminado.

Portanto agora estamos de volta ao mesmo barco. O Hamas está mais forte que nunca e suas habilidades são impressionantes. Foguetes atingiram Tel Aviv, a 80 quilômetros da Faixa de Gaza. Israel mais uma vez vai temer sua própria força e comprometer sua responsabilidade moral para garantir a vida e a segurança de todos em Israel? Vai ceder e concordar com algum tipo de nebuloso cessar fogo, dando aos inimigos tempo e espaço para se reorganizar e planejar a próxima chance de atacar?

O Futuro

Há muitas dúvidas sobre o futuro. Qual é a solução a longo prazo? E quanto ao problema demográfico de uma minoria de judeus num mar de árabes?

O grande erro de Israel tem sido perguntar – e responder – questões de paz em tempos de guerra. Israel, durante mais de 15 anos agora, está num estado de guerra, embora nunca o tenha reconhecido como tal. Por 15 anos, têm havido tentativas árabes quase que diariamente, de assassinar judeus, homens, mulheres e crianças em todo o país. Muitas foram bem-sucedidas; a maioria falhou, somente por causa da diligência das Forças Armadas Israelenses e certamente com a maior delas, a ajuda de D'us. Em tempo de guerra, você não fala sobre demografia ou ocupação, Você assegura que seus cidadãos não estão sendo assassinados e sequestrados.

Quando os vizinhos de Israel adotarem o caminho da paz, então teremos o luxo de confrontar o problema demográfico, bem como muitos outros.