Para que a compaixão seja eficaz e saudável, necessita ser disciplinada e dirigida. É preciso discrição, tanto a quem você expressa compaixão, como na quantidade da própria compaixão. Pode-se reconhecer quando a compaixão deve ser mostrada e quando deve ser refreada ou limitada. A disciplina na compaixão é saber que ser verdadeiramente compassivo às vezes requer que se refreie a compaixão, porque compaixão não é uma expressão daquele que concede, mas uma resposta às necessidades de quem recebe.

Sou mais compassivo com estranhos que com as pessoas próximas? Caso seja, por que? A compaixão vem da culpa? Minha compaixão pelos outros compromete minhas próprias necessidades? Estou ajudando os outros e deixando de ajudar a mim mesmo? Talvez o caso seja exatamente o contrário: minha compaixão por minha família e os que me rodeiam supera as necessidades dos outros? Minha compaixão é impulsiva e descuidada? Consigo avaliar a medida de compaixão necessária para uma determinada situação? Está de acordo com as necessidades de quem recebe?

Será que estou magoando o outro com minha compaixão? Minha compaixão esmaga as pessoas? É respeitosa? Costumo dar a mais ou a menos? As outras pessoas aproveitam-se de minha natureza compassiva? Quando vejo uma pessoa necessitada, expresso compaixão impetuosamente por sentir-me culpado ou com pena, sem qualquer discrição? Cometo o "crime" da compaixão, ajudando alguém com algo prejudicial (dando-lhe dinheiro para comprar alguma substância prejudicial, etc.)? Faço tudo o que está ao meu alcance para determinar as necessidades da pessoa e ajudá-la da melhor maneira possível?

Exercício do dia:Expresse sua compaixão de maneira evidente e construtiva, dirigindo-a às necessidades específicas de alguém.