Quem é judeu? O Judaísmo é uma “religião”? O termo “judeu não-religioso” é uma contradição? Pode alguém ainda ser judeu sem observar os editos e ética da Torá na vida cotidiana? É possível ser um bom judeu… sem ser religioso?
Quando uma conversão se dá de acordo com a lei judaica, devemos entender que trata-se de uma alma que sempre foi judia. Nada foi convertido, nada mudou. Por razões conhecidas pelo Todo-Poderoso, essa alma esteve encarcerada na conjuntura de uma mãe não-judia, e esse é o seu teste, a sua missão.
A única diferença significativa entre um judeu e outro é o nível e intensidade de expressão dessa essência comum, a neshamá. Em alguns ela se manifesta constantemente, em outros uma vez por ano e em outros apenas uma vez na vida.
O medo mais daninho é o medo mental. Essa falsidade lança um delírio sobre os membros mais sensíveis e belos da raça humana, pessoas que são uma bandeira, que atuam como luminárias que iluminarão os caminhos da vida para todos.
A família é a unidade que cria vida e é seu mais poderoso agente de transmissão da memória coletiva e pessoal. É por isso, em parte, que há tamanha ênfase em “geração” na Torá, por que ensinar e aprender são tão valorizados – porque são atos de transmissão, e recepção e renovação pela geração seguinte… do legado, do presente.
Nunca antes tivemos tanta oportunidade e liberdade, e mesmo assim escolhemos D'us.
O Shema Israel de hoje é de viver por D'us. Viver e prosperar no mundo e ao mesmo tempo declarar orgulhosamente nossa identidade como judeus.
Segundo a Lei da Torá, o Judaísmo de uma pessoa não é uma questão de estilo de vida ou autopercepção: ele pode ser inconsciente por completo de seu Judaísmo e ainda ser judeu, ou pode-se considerar judeu e cumprir todos os preceitos da Torá e ainda assim não ser judeu.
“Não”, respondeu o rabino. “D’us está onde O deixamos entrar.”
Por Rabino Jonathan Sacks
A presença de D’us jamais é inescapável, inequívoca. Ele é visto somente por aqueles que olham, ouvido apenas por aqueles que escutam. Há algo totalmente radical nesse conceito de D’us, e está refletido na palavra hebraica para fé, emuná. Isso significa nem certeza nem conhecimento, mas compromisso, fidelidade, a lealdade da confiança.
Por Yanki Tauber, baseado nos ensinamentos do Rebe
Um dogma básico de nossa fé é que "o mundo inteiro está repleto com Sua presença" e "não há lugar onde Ele não esteja". Portanto, não se trata de nós termos de trazer D’us ao mundo material – Ele já está aqui. Porém D’us pode estar no mundo sem se sentir em casa aqui.
Notícias relataram que os americanos estão reexaminando suas prioridades e ajustando seus hábitos de compra. Pode haver algo positivo nisto. Essa atual queda na economia é uma oportunidade para descobrirmos quem somos; sem todas as armadilhas podemos ver muito mais claramente.
Quando não-judeus com quem você interage sabem que você é judeu, você não é mais meramente um indivíduo. Para o melhor e para o pior, você se torna um embaixador do povo judeu para o mundo não-judeu. Quando você age com nobreza e ética, traz honra a si mesmo, ao povo judeu e ao próprio D’us.
Conversão implica numa mudança espiritual, por isso, para um judeu que acredita na origem Divina da Halachá a conversão só pode ser feita de acordo com as condições da Lei de D’us.
Nós não ‘vamos’ – somos ‘enviados’ – é Ele que nos envia e nos acompanha quer estejamos ou não conscientes disso, não vamos por decisão nossa mas pela vontade de D'us.
Se eu não amar a mim mesmo e se vejo apenas o (geralmente imaginário) negativo em mim mesmo, como posso implementar esta mitsvá tão importante? Amando meu próximo como amo a mim mesmo?
"Eles são uma nação que se levanta como um jovem leão" (Bamidbar 23:24). Como o leão, somos uma nação que sempre se levanta; não importa o quanto caímos, sempre nos levantamos.
Este é um triste fato: quando a economia está sofrendo, as mais atingidas são as organizações de caridade, e as pessoas necessitadas que confiam desesperadamente nos serviços que essas instituições fornecem. Isso numa época em que essas causas de caridade precisam expandir seus serviços para acomodar uma clientela que infelizmente está crescendo.
Por Yanki Tauber, baseado nos ensinamentos do Rebe
No plano “oculto”, a alma do judeu é ligada à própria essência de D'us através do relacionamento subjacente e o compromisso que a Torá representa. Mesmo se a vida do judeu, no nível comportamental consciente, for inconsistente com a vontade revelada do Todo Poderoso, ele não é “menos” judeu, D'us não o permita.
O Rebe costumava dizer com freqüência: se você vir seu irmão judeu atravessando um caminho autodestrutivo, e procurar endireitá-lo mas falhar, o erro é seu. O raciocínio por trás dessa conclusão é tanto profundo quanto simples...
D’us "escolheu" os judeus; ou seja, para serem um "reino de sacerdotes e uma nação sagrada". Os judeus são chamados de "Povo Escolhido". Muitos judeus se perguntam: "para que missão eu fui escolhido?"...