Por Joshua Runya - 16 de janeiro de 2010 7:00

Com a ajuda dos trabalhadores locais e mais recursos chegando ao Haiti – devastado pelo pior terremoto ocorrido em 200 anos – os esforços para reanimar sua população ganhou mais impulso nos últimos dias.

Enquanto as equipes de resgate lutavam contra o relógio para libertar as pessoas presas embaixo de pilhas de entulho na capital Port-au-Prince, equipes médicas montavam hospitais de campanha para tratar dos feridos. Ao mesmo tempo voluntários estrangeiros distribuiam comida, água e comprimidos de purificação de água.

Israel

Israel expressou sua solidariedade ao governo e ao povo do Haiti imediatamente após o terremoto enviando suas condolências às famílias das vítimas, desejando aos feridos uma rápida recuperação.

A ajuda enviada por Israel trazida em dois Boeings-747, incluiu um hospital de campanha completo e Unidade de Resgate, equipes como também do Magen David Adom (o equivalente à Cruz Vermelha), e da Policia Israelense. O hospital foi montado na área do desastre, com 220 funcionários, entre eles, 40 médicos, 25 enfermeiras, para-médicos, uma farmácia completa, uma ala pediátrica, Departamento de Radiologia, UTI (Unidade de Terapia Intensiva), sala de emergência, duas salas de cirurgia, um departamento cirúrgico, maternidade e Departamento de Medicina Interna, além de cinco equipes de busca e salvamento, e um K-9 esquadrão de resgate. O hospital tem um Capacidade para tratar até 500 pacientes por dia. Muitos dos casos são de crianças com fraturas graves.

"Há um estranho silêncio nas ruas", declarou Amos Radian, embaixador de Israel para a República Dominicana após visitar a capital. "Milhares de pessoas estão sentadas no meio da rua com medo de entrar nos edifícios. A cidade está destruída.”

Um dia antes, o ministro do Interior haitiano Paul Antoine Bien-Aime avisou aos jornalistas que o número de mortos poderia, eventualmente, atingir 200.000. "Nós já recolhemos cerca de 50.000 corpos", declarou ele. "Prevemos que haverá entre 100.000 e 200.000 mortos no total, embora nunca saberemos o número exato".

Também na sexta-feira, a secretária americana para assuntos de segurança, Janet Napolitano, fez um apelo para que os americanos doem dinheiro para ajudar as organizações, em vez de alimentos e roupas. "Contribuições monetárias de indivíduos americanos", disse ela, "são a melhor forma de apoiar os esforços para alívio imediato daqueles que estão trabalhando contra o relógio para ajudar a salvar vidas no Haiti".

Beit Chabad de S. Domingo

Entre as centenas de voluntários e profissionais especialistas em prestar assistência a vítimas de desastres espalhados pelo país, estava Rabi Shimon Pelman, diretor de Chabad-Lubavitch de S. Domingo, República Dominicana. Chegando de jipe acompanhado por uma delegação policial da nação vizinha e por um comboio das Nações Unidas, Pelman distribuiu diversos produtos trazidos em caminhões doados por 300 famílias da comunidade judaica de S. Domingo. "Há uma enorme demanda em Port-au-Prince," ele disse. "Eles não têm nada. Todo mundo está pedindo por comida e água ".

Ao caminhar a pé até o aeroporto de Port-au-Prince's a fim de receber uma aeronave que trazia uma equipe e suprimentos de Israel, o rabino foi inundado com pedidos dos moradores. Distribuindo alimentos ao longo do caminho, ele foi computando necessidades específicas para comunicar às organizações de ajuda humanitária.

"Você pode ver em seus olhos", disse Pelman. "Eles estão gratos por terem sobrevivido, mas a vida tornou-se um pesadelo para eles.”

"As pessoas estão morrendo nas ruas à espera de remédio", acrescentou. "Todo mundo está tentando ajudar, mas mais suprimentos são desesperadamente necessários."

Falando depois de seu regresso a S. Domingo, o rabino disse que nos próximos dias, ele estaria despachando caminhões abastecidos com água, alimentos básicos e remédios, em colaboração com oficiais diplomáticos.

Enquanto Pelman esteve no Haiti, uma dupla de estudantes da Yeshiva enviados de Nova York ajudou a administrar o Beit Chabad e prestar assistência a comunidade judaica Dominicana. Rabino Mendel Zarchi, de Porto Rico - diretor geral do Chabad no Caribe, continuou a receber telefonemas de médicos judeus e equipes de socorro direcionados para a região que necessitavam de alimento casher. Zarchi e sua equipe criaram um fundo de emergência no dia 12 de janeiro após o terremoto mantendo as pessoas informadas sobre o desenrolar da ajuda através do site sobre o fundo.

A Cruz Vermelha Americana, uma das dezenas de organizações internacionais que se mobilizaram logo após o tremor de magnitude de 7 pontos na escala Richter, relatou que no sábado chegaram comboios transportando 50 leitos e equipamento de purificação capaz de produzir 10.000 litros de água potável por dia . Mas os vôos de carga com mais equipamentos e suprimentos foram desviados para a República Dominicana, necessitando de transporte terrestre de S. Domingo o que implicou em um atraso de mais de um dia.

Em alguns casos, o alívio chegou na forma de ajuda humanitária a pé pelas ruas, com a distribuição de garrafas de água.

"Estamos trabalhando com voluntários da Cruz Vermelha haitiana, que têm profundo conhecimento da comunidade", disse Steve McAndrew, um especialista em ajuda humanitária com a Cruz Vermelha Americana em Port-au-Prince. "Os sobreviventes estão recebendo ajuda de seus vizinhos, a quem conhecem e confiam, com apoio da comunidade internacional".

No resto do mundo, uma coalizão de organizações judaicas continuam unindo esforços junto a todas as entidades internacionais para ajuda ao Haiti.