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8 de janeiro de 2017

10 de Tevet

10 de Tevet

O Cerco de Jerusalém

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No 10º dia do mês judaico de Tevet, no ano 3336 da Criação (425 AEC), os exércitos do imperador da Babilônia Nevuchadnezzar fizeram um cerco a Jerusalém. Trinta meses depois - em 9 de Tamuz de 3338 - as muralhas da cidade foram arrasadas e em 9 de Av daquele ano o Templo Sagrado foi destruído.

O povo judeu foi exilado na Babilônia durante 70 anos. O dia 10 de Tevet é observado como um dia de jejum, luto e arrependimento. Abstemo-nos de comida e bebida, do amanhecer até o anoitecer, e acrescentamos selichot e outros suplementos especiais às nossas preces. Mais recentemente, 10 de Tevet foi escolhido para servir também como "dia geral de kadish" para as vítimas do Holocausto, muitas das quais se desconhece o dia de martírio.

Um antigo costume judaico, que foi revivido pelo Rebe, Rabi Menachem Mendel Schneerson, de abençoada memória, é peonunciar palavras de inspiração e incentivar o arrependimento nos dias de jejum. Apresentamos aqui nossa modesta contribuição ao nosso dever como judeus, de refletir sobre o significado dos trágicos eventos da nossa história, e assim ficarmos motivados, encorajados e sim - até mesmo inspirados:

Se o "ódio infundado" foi a causa da destruição, continua o Rebe, seu remédio é o "amor infundado" – nossa redescoberta da unidade intrínseca que supera todos os motivos para a discórdia e os conflitos.
Tevêt começa com o "período" (tekufá) do inverno (cujos três meses – Tevêt, Shevat e Adar – correspondem às três tribos do acampamento de Dan – Dan, Asher e Naftali – situadas no lado norte do acampamento).
Se apenas houvesse um lugar onde a bondade e a retidão realmente vivessem! Um local onde possamos ir fisicamente e levar nossos primos e vizinhos. Este local existiu: o Templo Sagrado em Jerusalém, a morada de D’us no mundo físico. É disso que precisamos.
Em 10 de Tevet, marca a data da tentativa do Yetsêr Hará em conseguir atingir seu intento: a aproximação para obscurecer a distinção entre o sagrado e o profano. Não se trata aqui de um convite ao mal, mas muito pior; um disfarce na tentativa de estabelecer proximidade.
Pois a Jerusalém de hoje não é a verdadeira Jerusalém de nossos sonhos e nossas ânsias. Falamos tanto sobre "retorno" em nossa liturgia e nossa poesia porque uma profunda crise ocorreu com nosso exílio de Jerusalém.
A Era Messiânica
Na literatura talmúdica Mashiach ou Melech Hamashiach (o Rei Messias) será um líder judaico, de carne e osso, que redimirá Israel e trará a paz para o mundo. Por que devemos acreditar?
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