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A Torá reconhece os sentimentos naturais de tristeza sentidos pela perda de um ente próximo e querido, cuja morte deixa um vazio na família. A presença física e o contato com o ente querido serão sentidos profundamente. Portanto, a Torá prescreve determinados períodos de luto para dar expressão a esses sentimentos, e para tornar mais fácil recuperar o próprio equilíbrio e ajustamento.

Falecimento & Luto

Falecimento & Luto

Leis e costumes

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O enterro tradicional como conhecemos “Do pó viestes e ao pó retornarás”, enterrando nossos mortos na terra, é uma continuação da tradição judaica que remonta a Abraão quando ele adquiriu através de contrato de compra a Caverna de Machpelá para enterrar sua esposa Sara.
Para onde vamos daqui?
A vida vive, a vida não pode morrer assim como a morte não pode viver.
É costume judaico colocar uma matsevá (pedra tumular) sobre o túmulo do faliecdo . Esta é de responsabilidade dos filhos e demais parentes. Caso o falecido não tenha parente próximo com condições de fazê-la, passa a ser responsabilidade da Chevra Kadisha local.
Que Mashiach venha agora e então reencontraremos aqueles que tivemos a oportunidade de dizer adeus e aqueles dos quais não tivemos a mesma sorte, e não pudemos nos despedir.
Quando decisões devem ser tomadas a cerca de cuidados consigo próprio ou de um ente querido, todos os envolvidos estão geralmente motivados pela preocupação com o paciente e o desejo de fazer a coisa certa.
O processo de luto nos conduz a uma viagem acidentada em um turbilhão de emoções misturadas. Toda emoção precisa de seu tempo para ser sentida e assimilada. Mas no meio dessa viagem acidentada, não estamos em condições de nos julgar de forma justa. Dar uma espiada em nós mesmos no espelho pode ser um exercício valioso.
Portanto rasgamos nossa roupa. Isso tem um duplo significado. Estamos reconhecendo a perda, que nossos corações estão rasgados. Mas em última análise, o corpo também é apenas uma roupa que a alma veste. A morte é quando tiramos um uniforme e usamos outro. A veste pode ser rasgada, mas a essência da pessoa dentro dela ainda está intacta.
Yitzkor significa "lembrança" em hebraico e refere-se aos serviços de oração memorial, realizada quatro vezes ao ano, durante Yom Kipur, Sucot, Pêssach e Shavuot. O povo judeu acredita na eternidade da alma. É crença comum de que, recitando o Yitzkor, lembrando um ente querido e fazendo caridade em nome do falecido isso ajuda sua alma a ganhar mérito pelas nossas boas ações.
Como assim? A palavra mishná é composta pelas mesmas letras da palavra neshamá, alma. É através da Torá que D’us estabeleceu sua aliança eterna com a nação judaica. Assim é o estudo da Torá, particulamente a Mishná, que simboliza as conexões da alma com os fundamentos da história judaica e o eterno vínculo espiritual com D’us.
Qual é o problema em usar os sapatos de uma pessoa falecida? Ouvi dizer que os judeus não podem usar sapatos de alguém que morreu. Qual é a razão para esse costume?
Nada pode substituir o toque físico de um abraço, o prazer de ver seu filho crescer, estudar e brincar. Mas ele ainda está com você. E ele sabe que é abençoado com uma mãe amorosa que sempre pensará nele.
A tradição judaica diz que quando você visita um enlutado, deveria ficar em silêncio e esperar que ele inicie a conversa. Ele pode querer rir, pode querer chorar, ou pode querer ficar sentado em silêncio. Deixe que ele estabeleça o tom, e reaja de modo semelhante.
“Eu sei que não foi fácil. Você fez um trabalho fantástico e eu estou orgulhoso de você. Mas, existem alguns assuntos inacabados. Devolva o dinheiro e as provisões que sobraram. Temos outros voluntários esperando para assumir seu cargo. Você está livre para ir para casa e para sua família...”
E o fato de que você não pode aceitar que sua avó não esteja em seu casamento é porque isto não é verdade. Ela certamente estará lá. Será doloroso não poder segurar a mão dela e ver sua face sorridente, mas você deve se sentir confortado por saber que a presença e o amor dela estarão bem ali com você.
Sempre tenho esta dúvida: quais são os dias em que não se costuma ir ao cemitério visitar nossos parentes?
Do livro “Os Últimos Momentos” - Por Rabino Shamai Ende
A chassidut explica que apesar de a alma judia se encontrar num nível elevadíssimo, sendo considerada uma partícula Divina, o corpo judeu tem uma fonte Divina muito mais elevada, sendo que somente através dele podemos cumprir a vontade Divina, que é cumprir Suas mitsvot justamente neste mundo material.
Por Rabino Shamai Ende - Publicado na BC News nº 8
Ao visitarmos os túmulos de grandes Tsadikim recebemos um grande benefício espiritual; eles despertam a misericórdia Divina para quem está rezando naquele local sagrado.
Por Rabino Shamai Ende - Em BC News nº 2
Por isto na hora que a pessoa se encontra num estado terminal, deve-se acender uma vela para acompanhar a saída da alma. Durante os sete dias de luto, deverá brilhar uma vela na casa em que faleceu, já que durante estes sete dias a alma visita a casa de onde ela despediu-se deste mundo.
Como devemos nos comportar ao visitar um enlutado em seu período de avelut?
Aprendemos pelo exemplo de comportamento que devemos adotar ou nos inspirar olhando para nossos patriarcas, líderes e sábios em diferentes momentos e situações de nossa história.
Crescer é dizer: “Já fiz a jornada, já estive ali com todo o meu coração, corpo e alma. Agora deixe-me continuar corrente abaixo e descobrir que maravilhas a vida ainda contém.”
Baseado na ordem bíblica contra criar ídolos, desenhar anjos das esferas celestiais, ou esculpir a forma humana, ele decretou que era estritamente proibido colocar imagens humanas sobre os túmulos.
Por Rabino Benjamin Blech
Por Yitschak Meir Kagan
Uma bala, um fragmento de concha ou uma doença podem danificar o corpo, mas não podem ferir ou afetar a alma. Podem causar a morte, mas a morte é apenas uma separação entre corpo e alma. A alma continua a viver (eternamente); continua a ter uma conexão com a família, especialmente com aqueles que foram especialmente queridos e amados.
Por Rabino Shamai Ende
O motivo para isto é explicado nos livros chassídicos, pois da mesma forma que a chama de uma vela está sempre subindo, e querendo se elevar, voltar a sua origem e desprender-se do pavio que a mantém acesa, a alma judaica, que é uma partícula Divina, deseja constantemente voltar a seu Criador, e se desvincular de seu corpo que a segura neste mundo inferior.
Por Aron Moss
Não entendo. Por que os bons morrem jovens? Perdi um amigo que era a melhor pessoa que eu conheci. E posso ver muitas pessoas não tão boas assim que estão vivendo. Onde está a justiça?