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Shevat na Cabalá

Shevat na Cabalá

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O Sefer Yetzira, entre outros textos, revela uma constelação de energias únicas, temas e práticas espirituais para cada mês do ano. Vamos construir sobre estes ensinamentos a fim de descobrir alguns dos significados mais profundos do mês de Shevat, e seu dia especial, Tu b’Shevat. Isso nos permitirá libertar os poderes transformadores desses tempos.

A Combinação-Letra do Mês
… cada mês do ano tem uma luz interior que brilha…
Há quatro letras no Nome Divino Havaya (Yud, Hei, Vav e Hei) e cada mês do ano tem uma luz interior que brilha como uma sequência diferente destas quatro letras. O mês de Shevat brilha como a combinação Hei*Yud*Vav*Hei. É interessante notar que a única diferença entre esta combinação e a escrita original do Nome Divino é que a sequência das duas primeiras letras é invertida.

Há duas partes do mês de Shevat. A primeira, de Primeiro de Shevat até a véspera do Quinze (Tu b’Shevat), é considerada “dura” (din). Isso é porque o fluxo natural da primeira parte do Nome Divino é invertida nesta combinação de letras do mês: Hei, depois Yud. A segunda parte de Shevat é muito menos dura, e contém mais bondade (chessed). Isto porque a segunda parte da combinação de letras está no fluxo natural do Nome Divino: Vav depois Hei.

A segunda parte do mês começa com Tu b’Shevat. Sendo o décimo quinto dia, Tu b’Shevat é o elo entre os dois lados, o Hey-Yud, e o Vav-Hei. Como um elo contém as qualidades dos dois lados, o dia de Tu b’Shevat inclui as quatro letras do Nome. Tu significa 15, e este é o valor numérico de Hei-Yud (ou Yud-Hei). Shevat é o décimo primeiro mês do ano (contando a partir de Nissan), e 11 é o valor numetico de Vav-Hei. Tu b’Shevat é então o ponto de mudança, onde din é diminuído e o fluxo de chesed é restaurado. Como podemos ativar esta mudança em nossas vidas?

O Versículo da Torá Conectado com Shevat

A combinação de letras do mês é encontrada em Vayicrá: “Hamar Yamirenu V’hayaHu” (27:33). Este versículo diz que ao selecionar um animal para um sacrifício no Templo, se uma pessoa queria trocar o animal designado por um diferente, ambos os animais seriam então considerados sagrados. O tema, portanto, é expandir a Kedusha – santidade. Em Shevat, expandimos a santidade no âmbito da alimentação.

O verdadeiro prazer de comer vem… da “palavra espiritual de D'us” dentro da comida, como está escrito: “Pois não somente de pão o homem viverá, mas sim da palavra de D'us.” (Devarim 8:3)

E se pudéssemos sentir a realidade espiritual dentro da fisicalidade da própria comida? Então a “palavra de D'us” e sua “troca”, ou a fisicalidade, seriam ambas o sagrado, e teríamos expandido a santidade até o âmbito do prazer físico.

Eventos Importantes em Shevat

No primeiro dia de Shevat, Moshê teve a Torá traduzida nos setenta idiomas do mundo. Sua intenção era expandir o limite da santidade, para incluir até o mundo terreno na luz da sabedoria da Torá.

A Letra do Mês

A letra do alfabeto correspondente a Shevat é Tsadik. A Torá diz que para o tsadik, pessoa justa ou iluminada, comer é inerentemente satisfatório. “O tsadik come para a satisfação do corpo; a barriga do perverso parece sempre vazia.” (Provérbios 13:25)

O tsadik come pelo propósito de nutrir o corpo. Embora as escolhas de comida dessa pessoa possam tender a serem mais nutritivas e saudáveis que aquelas da pessoa menos esclarecida, é basicamente o propósito de seu ato de comer que lhe traz satisfação. Sua alimentação é espiritual, realmente satisfazendo sua alma, bem como o seu corpo. Uma pessoa não esclarecida pode comer a mesma quantidade do mesmo alimento que o tsadik, porém como não come por um propósito mais profundo, ele somente exacerba sua fome física e espiritual.

O Nome do Mês

A palavra Shevat (Shin-Beit-Tet) está relacionada à palavra Shabbos (Shin Beit Taf, também pronunciada “Shabat”). De fato, na linguagem Arcadian (Assíria-Babilônica), o nome para o décimo primeiro mês do ano é Shabatu. Como as duas letras Tet e Taf são ambas consonantes linguais, são consideradas intercambiåveis.
No dia do Shabat, a maioria das pessoas pode apreciar comer em santidade. O Arizal diz que no Shabat não há desperdício, pois tudo pode ser elevado. Um Talmid Chacham, um sábio estudioso de Torá, é chamado “Shabos”. (Zohar III, 29 a). Portanto um tsadik, ou uma pessoa sábia que incorpora o espírito do Shabat, pode comer em santidade todos os dias da semana.

Sentido do Mês

Segundo o Sefer Yetzirá, o sentido conectado com Shevat é “Le’itah”, paladar. “Tamu ure’u ki tov Hashem,” “Saboreie e veja que D'us é bom”. (Salmos 34:9).

Reb Elimelech de Lizshensk interpreta este versículo: “Prove e veja que toda a bondade é de fato D'us.” Nesse estado de consciência. Os agradáveis sabores da comida não são mais mundanos, são sagrados por si mesmos.

Comer “em prol do Céu”, com o propósito de fortalecer-se para a prece ou estudo contemplativo, é uma prática muito elevada. Porém, ainda é somente um meio para um fim. Reb Elimelech sugere que é mais elevado saborear a presença de D'us dentro do próprio alimento. Esta é também a implicação do versículo “B’chol derachecha de’eihu/Em todos os seus caminhos conheça a D'us.” (Provérbios 3:6).

O Baal Shem Tov ensina que no ato de comer você pode criar Yechudim/unificações entre o físico e o espiritual. (Veja por exemplo Toledot Yaakov Yosef, Parashá Vayera, pág. 141).

Tribo do Mês

Asher é a tribo correspondente a Shevat. As letras do nome Asher (alef-Shin-Reish) podem ser invertidas para formar o acrônimo para Rosh Shenot Ilanot, ou “o Rosh Hashaná das Árvores”, um epíteto de Tu b’Shevat. (Maor vaShemesh, “Rimzei Tu b’Shevat”).

O que Asher representa?

A Torá diz (Bereshit 49:20): “Quanto a Asher, gordura (rica, deliciosa) é sua produção.” Reb Tzadok haCohen de Lublin interpreta isso como significando que o conceito de Asher está conectado com a apreciação da comida. (Pri Tsadik, 2:19).

O nome Asher partilha seu radical com a palavra Osher/afluência. Alimentos deliciosos como frutas representam afluência, pois não são geralmente consideradas básicas, como pão e água. Em Tu b’Shevat nosso costume é saborear uma combinação real de frutos deliciosos.

Outras palavras relacionadas, Ashur e Ashrei, aludem à exaltada sefirá de Keter. No âmbito não-dual de Keter, tudo é igual, e mesmo assim este é paradoxalmente o local onde “Ta’anug/deleite” está enraizado. Aprendemos com isso que o alicerce de “sagrado deleite” é a igualdade. Quando todos os sabores são iguais a nós, então podemos nos deliciar com a abundância da terra sem sermos prejudicados.

Rabi Yehudah haNassi vivia neste nível. Embora sua casa estivesse repleta dos alimentos e iguarias mais ricas, ao final da vida ele proclamou: “Não tomei parte nos prazeres deste mundo, nem sequer pela medida de um dedinho.”

Ao longo dessas linhas, o Ma’or vaShemesh comenta o versículo: “De todos os frutos deves comer, não apenas da Árvore do Bem e do Mal.” (Bereshit 2:16-17).

 Isso significa que deves comer livremente de toda árvore, mas não faça distinção entre os frutos, eles devem todos ter o mesmo sabor para você.. (Ma’or vaShemesh, Parashá Bo, págs. 179-180).

Parte do Corpo do Mês

Segundo algumas leituras, a parte do corpo de Shevat é o Kurkavan, a moela (na ave, correspondendo ao terceiro estômago de um ruminante).

O Talmud (Berachot 61 b) diz: “O Kurkavan mói a comida.”

Por que o Talmud se concentra no processador interno, a moela, em vez de nos “moedores” mais óbvios, os dentes? O mês de Shevat nos ajuda a retificar o processamento interno do alimento, as questões mais profundas da alimentação.

Uma maneira de Shevat nos ajudar é permitindo que exploremos os efeitos espirituais de um estômago fisicamente vazio (o equivalente humano de uma moela).

Esta é a mensagem de Shevat: se podemos comer com concentração e santidade, podemos diminuir o din em nossas vidas e restaurar o fluxo de chessed.

Época do Ano

Quando o clima está quente, as pessoas tendem a comer menos, e geralmente perdem peso no verão. Nos meses de inverno as pessoas tendem a apreciar mais a comida. Tevet é o mês mais frio do ano, e em Shevat começa a ficar um pouco mais quente. O Má’or vaShemesh escreve que durante esta época do ano, as pessoas começam a se concentrar novamente na comida. Tu b’Shevat também se tornou um feriado de comer com intenção, e corrigir nosso relacionamento com a comida.

Ano Novo das Árvores

Shevat significa “vareta”, dizendo que é um tempo de “julgamento”, uma alusão a Rosh Hashaná. Tu b’Shevat é chamado o Rosh Hashaná das Árvores (Frutos). Apesar disso, o verdadeiro Dia do Julgamento para as árvores parece ocorrer muito antes no ano, talvez em Sucot, ou até no próprio Rosh Hashaná. Em que sentido, então, Tu b’Shevat é um novo começo para as árvores, e para nós?

… Tu b’Av representa o brilho “subconsciente” de amor que leva ao Ato da Criação.
Tu b’Shevat é misticamente paralelo a Tu b’Av, o décimo quinto dia do mês de verão de Av. Tu b’Av é quarenta dias antes de Vinte e Cinco de Elul, a data do início da Criação do Mundo (cinco dias antes de Rosh Hashaná).

O Talmud, ao final do Tratado Taanit, sugere que Tu b’Av representa o brilho “subconsciente” de amor que levou ao ato da Criação. O Baalei Há’Tosafot diz que em Rosh Hashaná, o “pensamento” de criar a humanidade entrou na consciência do Criador. (Rosh Hashaná 27)

A verdadeira criação da humanidade ocorreu seis meses depois, em 1º de Nissan.
Tu b’Shevat é quarenta dias antes de Vinte e Cinco de Adar. Segundo o Baalei Há’Tosefot, 25 de Adar seria o primeiro dia da Criação do Mundo, pois é cinco dias antes de 1º de Nissan. Tu b’Shevat seria então o primeiro vislumbre de amor antes do ato da Criação. Segundo a Lei Judaica, é o dia em que a nova seiva começa a brotar e fluir dentro das árvores frutíferas na Terra de Israel. É o primeiro vislumbre dos novos frutos que irão brotar em Nissan. É o primeiro vislumbre de chessed, bondade, que vai nos nutrir no ano vindouro.

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