por Rabino Arieh Raichman - Beit Chabad Manaus

Uma das tradições de Purim é nos fantasiarmos no dia da festa. Principalmente as crianças se preparam com antecedência esperando esse dia tão divertido e especial para usarem suas fantasias. Rabino Raichman, do Beit Chabad de Manais cita sete razões para vestir a fantasia:

1. É uma forma de não constranger aqueles que pedem Matanot La'evyonim (Tsedacá). Uma das melhores formas de cumprir a mitsvá de tsedacá é quando nem o receptor nem o doador sabe quem o outro é. Ao se fantasiar ninguém sabe quem é quem.

2. Mordechai foi vestido com a roupa real e foi levado pelas ruas. Para comemorar esse evento nós também nos vestimos (de forma diferente).

3. O nome de D’us não consta nenhuma vez na Meguilá de Esther, e Sua participação na história de Purim parece estar oculta, assim também nós nos fantasiamos aludindo à participação constante de D’us na história e em nossas vidas.

4. Na época que ocorreu Purim os judeus (fingiram) agir como não-judeus e assim D’us (fingiu) que destruiria o povo judeu. Portanto, em Purim fingimos ser outra pessoa; quando na realidade os judeus e D’us nunca abandonaram um ao outro.

5. Em todas as outras festas ocoreram milagres revelados, no entanto, o milagre de Purim foi escondido nos eventos naturais. Portanto, nós nos disfarçamos para aludir ao milagre oculto.

6. A Meguilá descreve em grandes detalhes as vestes reais e tecidos finos usados na época. Portanto, as pessoas tendem a vestir-se com o tema de riqueza e realeza.

7. Na história de Purim várias pessoas foram vestidas: Vashti- permaneceu vestida apesar do pedido do Rei Achashverosh. Esther se veste e age como uma não judia para que ninguém reconheça sua verdadeira religião. Mordechai vestiu-se com um saco para lamentar o decreto sobre o povo judeu.

Nossas roupas e nossos atos do dia-a-dia podem não expressar quem somos verdadeiramente. Porém não importa quantas “fantasias” coloquemos, nossa essência é imutável. Quem tem alma judia, será judeu para sempre.