Here's a great tip:
Digite seu endereço de e-mail e lhe enviaremos nossa revista semanal com conteúdo novo, interessante e reflexivo que irá enriquecer sua caixa de entrada e sua vida, semana após semana. E é gratuito.
Oh, and don't forget to like our facebook page too!
Entre em contato

Cinco Maneiras Básicas de Trazer Espiritualidade à Vida de Nossos Filhos

Cinco Maneiras Básicas de Trazer Espiritualidade à Vida de Nossos Filhos

 E-mail

Não fazemos nada religioso”. Na maioria dos anos em minha escola hebraica os alunos me dizem algumas variações disso Às vezes, as lições que estamos estudando na classe sobre festas e costumes judaicos não combinam com a vida familiar de meus alunos.

Mas eu sempre digo a essas crianças que há muitas coisas que eles fazem que são “religiosas”, e juntos, trabalhamos para reconhecer as muitas maneiras de ser espiritual e conectado judaicamente numa base diária.

Como educadores e pais, há muito que podemos fazer para ajudar as crianças a desenvolverem seu senso natural de reverência. Aqui estão cinco maneiras práticas de incorporar santidade em nossas vidas e ajudar as crianças (e os maiores, também) a entrar em seu potencial espiritual.

1. Fazer contato com os doentes


Não estou certa sobre quantas músicas, habilidades ou lições meus filhos lembram da pré-escola. Porém uma prática deixou uma impressão duradoura: sempre que um colega de classe estava doente, os alunos se reuniam perto de um telefone e ligavam para o amigo, desejando uma rápida recuperação. É chamado de bikur cholim, explicou o professor deles – o mandamento de visitar os doentes.

Ainda me lembro como meus filhos estavam orgulhosos quando me contaram sobre esses telefonemas, e como ficaram contentes quando eles próprios estavam ausentes da escola e se tornaram os recebedores desses bons votos. Sentiram-se importantes não apenas aprenderam que têm o poder de ajudar as pessoas a se sentirem melhor, mas amaram o fato de que ligar e consolar os doentes era uma mitsvá.

Esses telefonemas estabeleceram um padrão que continua até hoje: meus filhos ainda ligam para os amigos que estão doentes, consolando-os e oferecendo ajuda. Para entrar nessa poderosa mitsvá, pense em remoldurar suas ações quando as pessoas estão doentes. Tome uma decisão consciente de ligar ou visitar, ou tão importante quanto, marcar uma hora num hospital local ou um asilo.

2. Alimentar animais de estimação


Quando meu filho se tornou o orgulhoso dono de um hamster, eu soube que ele iria ganhar algumas lições valiosas sobre responsabilidade. O que eu não antecipei é como cuidar de um animal o ajudaria a sentir-se conectado com a tradição judaica e também com a espiritualidade.

A Torá ensina que antes de comer, primeiro temos de assegurar que os animais sob nosso cuidado estão alimentados e não estão com sede. Além de garantir que nossos animais são bem cuidados, essa ordem nos ajuda a desenvolver empatia, perguntando-nos se os outros estão em necessidade. Gosto do fato de que antes de nos sentarmos para jantar, meu filho primeiro corre para alimentar o hamster (e se ele não o fizer, então um dos seus irmãos, ciente dessa mitsvá, vai lembrá-lo).

Ver a tarefa de alimentar nossos animais como uma chance de cumprir essa mitsvá é uma ótima maneira de dar às crianças uma oportunidade de se conectar com a tradição judaica numa maneira nova, diferente e pessoal.

3. Abençoar Trovão e Arco íris


“Rápido, qual é a bênção?” Meus filhos muitas vezes perguntam isso quando vemos fenômenos como arco íris, o oceano ou uma multidão de pessoas juntas. A tradição judaica está repleta de bênçãos para serem pronunciadas em diferentes ocasiões. Por exemplo, quando ouvimos um trovão, é tradicional dizer “Bendito sejas, Eterno nosso D'us, Rei do universo, Sua força e Seu poder preenchem o universo.”

O trovão, meus filhos aprenderam, é visto no judaísmo como um chamado – como o shofar em Rosh Hashaná. É um lembrete para endireitar-se e fazer a coisa certa. Arco íris, também, tem um significado mais profundo: a Torá explica que são um sinal que D'us enviou ao mundo depois que Ele o destruiu num enorme dilúvio, prometendo que nunca mais enviaria tamanha devastação.

Remoldurar a maneira de testemunhar esses fenômenos oferece uma chance de lembrar e louvar o Divino, e serve como um lembrete para crescer. Acrescenta ao momento, trazendo uma dose extra de beleza e significado.

4. Devolver itens perdidos


Quando eu era criança, “quem acha guarda” era a regra entre as crianças em nosso bairro. Foi uma surpresa, então, quando comecei a me tornar mais envolvido no Judaísmo, aprender que hashovas aveida – devolver objetos perdidos – é uma importante mitsvá que é levada bastante a sério por muitos judeus. Não é incomum, por exemplo, ver itens na sinagoga com avisos e jornais judaicos anunciando objetos que as pessoas acharam e cujos donos estão tentando encontrar.

Como mãe, descobri que essa mitsvá capta a imaginação das crianças. Seja porque podemos todos nos identificar com a angústia de perder um objeto de estima, ou porque é engraçado tentar resolver um mistério, devolver objetos perdidos pode ser um desafio satisfatório.

Da próxima vez que você encontrar um molho de chaves, uma jaqueta que um visitante deixou para trás ou algo de valor, tente usar isso como uma chance de cumprir uma mitsvá. A tentativa de fazer a coisa certa procurando o dono, no processo vai chegar a descoberta de crescer para uma melhor versão de nós mesmos.

5. Acompanhando os convidados na saída


Essa mitsvá é uma das mais fáceis de cumprir. Todos sabemos nos despedir dos convidados quando eles saem, mas a Torá nos desafia a fazê-lo numa maneira sensível.

Entreter convidados é um importante mandamento no Judaísmo, e a Torá tem muito a dizer sobre a maneira como tratamos aqueles que convidamos à nossa casa. Devemos oferecer comida e bebida a eles, e tratá-los bem. E quando chegar a hora de eles saírem, devemos levá-los até a porta [conforme fazia o patriarca Avraham Avinu] – e acompanhá-los até lá fora por alguns passos – expressando assim nossa relutância em deixá-los partir e nosso desejo de simbolicamente acompanhá-los em seu caminho.

Vi a maneira que essa tradição atrai as crianças em primeira mão na minha própria família. É divertido dar alguns passos com os convidados que estão saindo, sendo algo simples que até crianças pequenas podem entender. Isso traz algo a mais para os visitantes; ajuda a comunicar aos convidados como são bem vindos e importantes em nossa casa. Acompanhá-los é também uma maneira de remoldurar um evento comum e imbuí-lo de espiritualidade.

Por Yvette Miller
© Direitos Autorais, todos os direitos reservados. Se você gostou desse artigo, encorajamos você a distribuí-lo, desde que concorde com a política de copyright de Chabad.org.
 E-mail
Participe da discussão
1000 Caracteres restantes
Envie-me e-mail quando novos comentários forem postados.