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Setenta Anos Mais Tarde…

Setenta Anos Mais Tarde…

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Publicado no Boletim da CONIB

Até 1933, nove milhões de judeus viviam na Europa. Em 1945, momentos finais da 2ª Guerra Mundial, dois em cada três deles haviam sido mortos pelos nazistas – muitos foram assassinados publicamente pelas ruas ou no anonimato de seus esconderijos, enquanto milhares padeceram nos campos de concentração espalhados pelo continente.

Uma das sobreviventes que contrariou essas assustadoras estatísticas é a holandesa Nanette Blitz Konig. Radicada em S. Paulo desde 1950, Nanette era amiga de escola da escritora germano-holandesa Anne Frank e esteve com ela nos últimos dias de sua vida. As amigas se reencontraram no campo Bergen-Belsen, que fora erguido entre 1935 e 1937 para ser uma espécie de base militar e estava localizado a 65 quilômetros de Hanover (Alemanha). Em 1943, o local teria o papel de campo de transição, no qual os judeus estrangeiros que lá estavam seriam usados como moeda de troca por nazistas prisioneiros de guerra.

Mas à medida que o regime de Hitler enfraquecia, Bergen-Belsen receberia cada vez mais prisioneiros e se transformaria em mais um campo de concentração. Em abril de 1945, tropas britânicas assumiram seu controle e libertaram os sobreviventes.

Durante os seus quase cinco anos de funcionamento, esse local foi o destino final de aproximadamente 70 mil pessoas. Foi apenas em 2015, 70 anos depois do fim do Holocausto, que Nanette se sentiu segura para contar ao mundo o que testemunhou em Bergen-Belsen. Hoje com 86 anos, ela organizou suas memórias no livro “Eu sobrevivi ao Holocausto” lançado neste mês pela editora Universo dos Livros. Nele, ela fala sobre a vida nos primórdios da guerra, relata o clima de tensão vivido pela família na iminência da ida para Westerbork, um campo holandês para onde os judeus do país eram levados antes da ida para os campos de extermínio, a chegada em Bergen-Belsen e o reencontro com Anne.

“Sobre o tempo antes dos campos, Anne me contou a respeito do esconderijo onde viveram e como não podiam fazer qualquer barulho. Isso deve ter sido um tormento para ela, que era uma menina muito vivaz. Ela já não era a mesma Anne de antes, e eu não era a mesma Nanette. Havíamos passado por muita coisa”. “Anos depois de tudo isso, eu mesma ainda me pergunto como foi que sobrevivi”. Eu pesava 30 quilos. Quando anunciaram a nossa liberdade, eu não tinha forças para ir para canto algum e nenhuma perspectiva. Eu não sabia onde estava a minha mãe, nem meu irmão. Não imaginava o que o futuro me traria”.

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