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“O Iluminado”

“O Iluminado”

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Por Nosson Avrohom

“Durante toda a minha vida procurei significado e profundidade,” diz Rabi Noam Wolpin, o emissário do Rebe na alta Galileia de Israel. Noam nasceu e foi criado no Kibutz secular Maayan Baruch ao norte de Israel.

Apesar de sua busca por uma vida significativa, Noam jamais mergulhou no Judaísmo, tendo certeza de que não teria as respostas. Além de ser bastante atlético e envolvido nos esportes, Noam passava horas na biblioteca do kibutz, lendo livros sobre psicologia e religiões ocidentais.

Quando Noam atingiu a idade para ser convocado, foi designado para uma unidade de inteligência. Sua busca por significado intensificou-se durante seu serviço militar e logo em seguida ele se dedicou ao estudo da Lei. Começou seus estudos no Tel Hai College, mas logo depois decidiu fazer uma pausa e viajar para fora do país.

Noam viajou para a Índia para estudar Budismo. Sua rápida compreensão dos conceitos e sua personalidade dinâmica o promoveram de estudante para guru por si mesmo. Um grande grupo de discípulos se apegou a ele.

Então ele passou a viajar através da Índia, visitando diversas cidades e aldeias. Seus seguidores iam com ele. Dentre eles havia muitos jovens israelenses bem como não-judeus da Europa e indianos que o chamavam de “O Iluminado”.

Durante cerca de dez anos essa foi a vida de Noam. Até que aconteceram muitas ocorrências, uma após a outra, e ele não as podia ignorar. “Senti pela primeira vez na vida que há um Criador. Entendi que neste mundo há forças ocultas que não entendemos, mas elas dirigem tudo nesse mundo, a vida vegetal, animal e humana, e até a inanimada. Essa realidade que eu sentia contradizia a educação ateísta que recebi no kibutz.”

“Uma guerra teve início dentro de mim. Por um lado, todos diziam que eu era iluminado e influenciava suas vidas; por outro lado, eu sentia que estava levando uma vida distante daquilo que minha alma buscava. Estava cercado por admiradores mas por dentro eu me sentia vazio. Senti que não era isso, e que havia algo maior.”

“Certa vez, um dos meus seguidores foi para uma visita à sua casa em Israel. Quando retornou, ele trouxe um CD de canções em hebraico com algumas palavras dos Salmos. Nas meditações que fazíamos, começamos a incluir essas canções em vez dos mantras indianos. Todos sentiram que a conexão com o lado espiritual das coisas era mais poderoso que quando entoavam os mantras indianos.”

Pouco tempo depois Noam conheceu a mulher que se tornaria sua esposa. Embora ela viesse de um lar não religioso, tinha decidido antes de deixar Israel que durante suas viagens ela iria acender as velas do Shabat toda semana.

“Não é algo que eu possa explicar, mas as velas mexeram comigo. Eu olhava para elas tremulando e sentia que me infundiam com paz. Sentia que essa era uma luz Divina elevada. No meio de um bilhão de não judeus, estava uma mulher judia que se apegava à tradições de seus ancestrais e estava orgulhosa de seu Judaísmo. A sensação que isso me transmitia era maior que todas as melhores experiências meditativas que tive em minha vida.”

Noam deixou a Índia com sua mulher, para surpresa de seus seguidores, e retornou a Israel.

“Um dia, visitei um antigo conhecido e ele me disse: ‘Noam, alguém deixou alguns livros comigo. Não os li. Se você quiser, pode levá-los.’ Eram livros de oração e outros livros de Torá. Decidi levá-los. Coloquei-os em meu escritório em casa.

“Toda manhã eu me levantava ao nascer do sol e meditava durante horas. Certa manhã, senti vontade de pegar um desses livro.”

A partir de então, diariamente, Noam pegava o livro de preces e lia. A cada manhã ele abria e lia alguma página ao acaso. As palavras do livro de preces o comoveram. Sentiu, pela primeira vez, que estava em contato com algo verdadeiro. Sentiu que a poderosa sensação de ansiedade que tivera durante toda a vida começava a se acalmar. Mas, ele estava longe de se sentir satisfeito.

“Uma noite, estávamos sentados discutindo nossas vidas e qual era a maneira mais correta de viver. Quando me levantei no dia seguinte, falei à minha mulher que eu iria jejuar durante três dias. ‘O que aconteceu?’ perguntou ela assustada, pensando que eu perdera o juízo. Eu disse a ela que tivera um sonho no qual vira um judeu com uma face nobre dizendo-me que para me limpar da energia negativa na qual eu estava imerso, precisava jejuar durante três dias.”

Quando Noam por fim se tornou envolvido com Chabad, ficou surpreso ao descobrir que a pessoa que vira em seu sonho era o Rebe.

Aos poucos os Wolpins aceitaram sobre si mesmos a observância de várias mitsvot (mandamentos) como manter casher, rezar regularmente e a observância do Shabat.

Quando se mudaram para o norte, para Rosh Pina, ficaram próximos dos emissários Chabad dali. “Pela primeira vez, fui exposto a pessoas com um genuíno senso de se doar. Foi a ‘última correia’ para mim. Senti que isso era exatamente o que minha alma procurava o tempo todo. Era uma sensação fantástica de verdadeiro júbilo interior como um filho perdido que procura o pai que jamais conheceu e finalmente o encontra. Os Chassidim Chabad em Rosh Pina eram modelos para mim de judeus autênticos, humildes, pessoas de auto-sacrifício infundidas com orgulho judaico. Os Wolpins se tornaram uma parte integrante da comunidade.

Nos anos seguintes, eles se mudaram. Embora bem sucedidos no ramo da educação judaica, ainda sentiam que não tinham encontrado seu nicho.

Quando veio a oportunidade de se tornarem emissários do Rebe no Tel Hai College, a universidade onde Noam começara sua faculdade de direito, ele decidiu aceitar. Para Noam, o “retorno às raízes” ficou completo quando ele se instalou no mesmo kibutz onde tinha crescido.

“Muitos dos estudantes tinham viajado muito pelo Oriente, portanto falávamos ‘a língua deles’. Sabíamos como interagir com eles.” Noam também renovou contato com israelenses que estiveram com ele na Índia, mas dessa vez está partilhando com eles os ensinamentos eternos da Torá e Chassidut.

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