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Decifrando o Código da Natureza

Decifrando o Código da Natureza

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Um dia, encontrei um artigo brilhante, onde era feita a um rabino uma pergunta que todos nós já nos fizemos em alguma ocasião. Especificamente, envolvia um pedido de prova da presença de um Criador, um método para a loucura, se preferir.

A resposta foi uma analogia surpreendentemente simplista. O rabino mencionou o fato de que quando um livro é escrito, ninguém questiona a existência do autor, ou sua intenção de ter escrito o livro – ou seja, ninguém em seu juízo perfeito esperaria um vidro de tinta derramar-se sobre as páginas por si mesmo, e de maneira a criar este livro sem a vontade e esforço do escritor.

Então, por que tantos acham tão difícil acreditar que existe um Poder Superior?

No processo de ler este artigo, algo em minha mente deu um clique, e fiquei consciente dos paralelos unificadores entre os diversos elementos do universo, que nos são apresentados todos os dias. Por acaso, esta teoria aplica-se a qualquer premissa – literatura, arte, música, filosofia, ciência, etc. Porém, como minha área é a Matemática, dividirei com vocês minha opinião em termos matemáticos. A ideia básica é que existe uma conexão entre tudo, e através dessas conexões, a pessoa se torna consciente da ordem deliberada com a qual é criada a natureza. E semelhante à maneira pela qual um compositor talentoso trama e constrói harmonias numa folha de papel, deve haver uma força por trás desses arranjos exatos, proporcionais e simétricos no ambiente.

Vamos então examinar diversos exemplos, que pela própria existência sussurram, se é que não gritam, que existe algo de grandioso nisso tudo.

Fibonacci (1175-1250) foi um dos matemáticos mais importantes da Idade Média, contribuindo extensivamente com a aritmética, álgebra, geometria, bem tendo recebido o crédito de ter introduzido os Números Arábicos na Europa.

Durante o processo de escrever um livro de matemática, Fibonacci criou um exercício mental simples mas interessante, sem atribuir qualquer importância especial a ele. Foi somente no Século Dezenove que os matemáticos começaram a perceber as implicações por trás do que foi chamada "Sequência Fibonacci". Na essência, cada número gerado pela Sequência Fibonacci é a soma dos dois números que o precedem, (ou seja, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55… onde 1+1=2, 1+2=3, 2+3=5, 3+5=8, e assim por diante). Parece interessante, alguém poderia dizer, mas de que maneira esta sequência pode ser associada com qualquer coisa importante?

Bem, parece que se Sequência Fibonacci é abrangente em maneiras jamais imaginadas. Por exemplo, muitos conhecem o triângulo de Pascal, criado pelo matemático francês Blaise Pascal (1623-1662). O triângulo de Pascal é uma sequência de números que se constrói começando e terminando cada nova fileira com um Um; os outros números são formados acrescentando-se os números acima e em cada lado deles. Cada fileira representa os coeficientes do binômio (a+b) elevados a uma determinada potência:

Triângulo de Pascal e os Números Fibonacci

(a+b)0 = 1

(a+b)1 = 1a +1b

(a+b)2 = 1a2 +2ab + 1b2

(a+b)3 = 1a3 + 3a2b + 3ab2 + 1b3

A Sequência Fibonacci reintroduz a si mesma através da adição dos números indicados pelo diagrama acima. Tudo bem você diria. Isso é divertido, mas ainda não estou convencido.

Neste caso, passemos ao próximo exemplo.

A Proporção de Ouro (também conhecida como Meio de Ouro, Seção de Ouro e Proporção de Ouro) representa a proporção de altura para largura, que se acredita produzir o resultado estético mais agradável. O limite da sequência de proporções de termos consecutivos da Sequência Fibonacci acontece justamente de ser o Meio Dourado: A Proporção de Ouro foi utilizada também por Leonardo da Vinci em seu famoso desenho das proporções do corpo humano.

Se tudo isso não bastasse, há intermináveis exemplos nos quais a Sequência Fibonacci aparece na natureza. Podemos determinar o número de abelhas em cada geração da árvore genealógica da abelha macho usando a Sequência Fibonacci. Uma abelha macho tem apenas um dos pais (pois vem de um ovo não fertilizado), ao passo que a fêmea exige ambos os pais (pois vem de um ovo fertilizado).

Outros exemplos como esse ocorrem com frequência em flores, em termos do número de pétalas:

Flor

Pétalas

Lírio, Íris

3

Aquilégia, botão-de-ouro

5

Delfínio

8

Cravo de defunto

13

Áster

21

A Sequência Fibonacci aplica-se também às espirais criadas em cones do pinheiro, e formada pelas escamas em formato hexagonal do abacaxi.

Os exemplos prosseguem indefinidamente; porém pelas amostras listadas acima, pode-se ter um vislumbre da meticulosidade com a qual o universo foi criado. Sob esta luz, parece altamente improvável que foi uma ocorrência acidental, mas sim algo que foi cuidadosa e exatamente executado por uma força maior que nós. Não se pode deixar de sentir-se humilde por esta perspectiva, e chegar à percepção de que estamos aqui meramente para decifrar o código, que foi colocado na natureza e existe muito antes do homem.


Nota da Autora: este artigo foi escrito em memória e dedicação de nossa querida Rebetsin Khaya Esther Zaltzman, em cumprimento de um dos seus últimos desejos expressos.

Por Sofya Nayer
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